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Política

STF condena Bolsonaro a 27 anos de prisão em regime fechado

Vitória News 11/09/2025 20:18

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nesta quinta-feira (11) o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado. A decisão ocorre no âmbito da ação penal que investigou a chamada trama golpista, envolvendo militares, ex-ministros e aliados próximos do ex-mandatário.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

O julgamento entrou na fase de dosimetria das penas após a condenação dos oito réus. Mais cedo, por quatro votos a um, o colegiado decidiu pela condenação dos acusados pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, além de deterioração de patrimônio tombado.

Prisão não é imediata

Apesar da fixação da pena, Bolsonaro e os demais condenados não serão presos de imediato. Eles ainda podem recorrer da decisão e buscar reverter as condenações em instâncias superiores.

A execução da pena só será possível caso os recursos sejam rejeitados pelo próprio Supremo ou esgotadas as possibilidades de contestação.

Direito à prisão especial

Outro ponto destacado pelo julgamento é que os condenados não deverão ser encaminhados a presídios comuns. Pelo Código de Processo Penal (CPP), oficiais das Forças Armadas têm direito à chamada prisão especial. Entre os réus estão quatro militares do Exército, um da Marinha e dois delegados da Polícia Federal, que poderão ser beneficiados pela regra.

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Quem são os condenados

O processo reuniu figuras de alto escalão do governo Bolsonaro, entre militares, ex-ministros e aliados políticos. Veja a lista:

  • Jair Bolsonaro (capitão) – ex-presidente da República

  • Alexandre Ramagem (delegado da PF e deputado federal) – ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin)

  • Almir Garnier (almirante) – ex-comandante da Marinha

  • Anderson Torres (delegado da PF) – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal

  • Augusto Heleno (general) – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional

  • Paulo Sérgio Nogueira (general) – ex-ministro da Defesa

  • Walter Braga Netto (general) – ex-ministro da Defesa e candidato a vice na chapa de Bolsonaro em 2022

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Entre os nomes, destaca-se o do deputado federal Alexandre Ramagem, condenado apenas pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. Como parlamentar em exercício, ele teve parte das acusações suspensa e respondeu a três dos cinco crimes inicialmente apontados pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Próximos passos

O caso agora entra na fase de recursos. Especialistas avaliam que a condenação, considerada histórica, abre um novo capítulo na relação entre política e Judiciário no Brasil, reacendendo debates sobre responsabilidade de autoridades e limites institucionais.

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