Saca de soja chega a R$ 148,75 no interior paranaense e a R$ 154,29 no porto de Paranaguá; trigo avança 0,56% no Paraná, mas recua 0,47% no Rio Grande do Sul
Os preços da soja registram valorização nas principais referências do mercado paranaense nesta quinta-feira, 15 de outubro de 2026. De acordo com os indicadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), a saca de 60 quilos do grão alcançou R$ 148,75 no interior do Paraná e R$ 154,29 na região portuária de Paranaguá.
Os dados correspondem às cotações apuradas na quarta-feira (14), utilizadas como referência para o mercado nesta quinta-feira.
No interior paranaense, a soja apresentou alta diária de 0,52%, enquanto em Paranaguá o avanço foi de 0,09%. Apesar da recuperação, os dois indicadores continuam acumulando perdas em outubro.
O trigo, por sua vez, apresentou movimentos distintos nos dois principais estados acompanhados pelo levantamento. No Paraná, a tonelada subiu 0,56%, chegando a R$ 1.570,32. No Rio Grande do Sul, houve queda de 0,47%, com o cereal cotado a R$ 1.465,74 por tonelada.
Os resultados mostram que os mercados de soja e trigo apresentam condições de comercialização diferentes, tanto entre os produtos quanto entre as regiões analisadas.
Soja registra alta de 0,52% no interior do Paraná
O indicador da soja Cepea/Esalq para o Paraná encerrou a quarta-feira em R$ 148,75 por saca de 60 quilos.
O valor representa uma valorização de 0,52% em relação ao dia 13 de outubro, quando o grão estava cotado a R$ 147,98.
A diferença entre os dois registros foi de R$ 0,77 por saca.
Apesar da alta mais recente, a soja acumula desvalorização de 3,98% em outubro no indicador do interior paranaense.
A série apresentada pelo Cepea mostra que o produto estava cotado a R$ 147,67 no dia 7, passando para R$ 148,14 no dia 8 e R$ 148,31 no dia 9.
Em 13 de outubro, houve recuo para R$ 147,98, seguido pela recuperação observada na quarta-feira.
Esse comportamento indica oscilações nas datas analisadas, embora a variação acumulada no mês continue negativa.
A cotação no interior do Paraná funciona como uma referência importante para produtores, cooperativas e compradores que acompanham as negociações da oleaginosa.
O valor efetivamente recebido pelo agricultor pode variar conforme a localização da propriedade, a qualidade dos grãos, as condições de entrega e os custos envolvidos na comercialização.
Paranaguá registra soja a R$ 154,29 por saca
Na região portuária de Paranaguá, a saca de soja alcançou R$ 154,29 na atualização de 14 de outubro.
A alta diária foi de 0,09%, após o indicador registrar R$ 154,15 na cotação anterior.
O aumento corresponde a R$ 0,14 por saca.
Apesar da valorização, o mercado de Paranaguá apresenta queda acumulada de 4,50% em outubro.
Nos registros recentes, a soja estava cotada a R$ 153,90 no dia 7, subindo para R$ 154,91 no dia 8.
Em 9 de outubro, houve recuo para R$ 154,75, seguido de nova redução para R$ 154,15 no dia 13.
O avanço registrado na quarta-feira interrompeu essa sequência de quedas nas datas informadas.
A referência de Paranaguá é acompanhada pelo setor exportador, já que o complexo portuário paranaense desempenha papel relevante no escoamento de grãos brasileiros para o mercado internacional.
As condições de comercialização na região portuária podem diferir das observadas no interior, considerando fatores como transporte, armazenagem, demanda dos compradores e operações destinadas à exportação.
Diferença entre interior e porto chega a R$ 5,54
A comparação entre as duas referências do Cepea mostra que a soja foi cotada R$ 5,54 mais cara em Paranaguá do que no interior paranaense em 14 de outubro.
Enquanto o indicador estadual registrou R$ 148,75 por saca, a referência portuária alcançou R$ 154,29.
Essa diferença está relacionada às características dos mercados utilizados no levantamento e não representa, necessariamente, um ganho adicional que todos os produtores conseguiriam obter ao comercializar diretamente no porto.
O transporte da soja até os terminais portuários envolve custos logísticos que precisam ser considerados nas operações.
Por isso, os produtores e comerciantes acompanham tanto os preços do interior quanto as cotações de Paranaguá para avaliar as condições de negociação.
Os indicadores também podem ser influenciados pelas expectativas de exportação, pelo comportamento do mercado internacional e pela relação entre oferta e demanda.
Entretanto, os dados encaminhados não permitem identificar uma causa específica para as altas registradas nesta quarta-feira.
Soja continua acumulando perdas em outubro
Embora as duas referências tenham apresentado valorização diária, o desempenho acumulado em outubro permanece negativo.
No interior do Paraná, a perda chega a 3,98%, enquanto em Paranaguá a desvalorização acumulada é de 4,50%.
Isso significa que a recuperação observada na quarta-feira ainda não compensou as reduções registradas anteriormente no mês.
O acompanhamento das variações diárias e mensais permite avaliar o comportamento das cotações em diferentes períodos.
Para os produtores rurais, essas informações podem auxiliar no planejamento da comercialização, especialmente na análise das condições de mercado e dos custos da atividade.
A soja é uma das principais commodities agrícolas brasileiras e possui grande importância para a produção de farelo, óleo vegetal, biocombustíveis e outros derivados.
A oleaginosa também desempenha papel relevante na fabricação de rações destinadas à avicultura, à suinocultura e a outras cadeias de produção animal.
Dessa forma, o comportamento de seus preços é acompanhado por diferentes segmentos do agronegócio.
Trigo sobe 0,56% no Paraná e alcança R$ 1.570,32
No mercado de trigo, o Paraná apresentou valorização na última atualização do Cepea.
A tonelada do cereal foi cotada a R$ 1.570,32 em 14 de outubro, após alta diária de 0,56%.
No dia anterior, o indicador estava em R$ 1.561,58, representando um aumento de R$ 8,74 por tonelada.
O trigo paranaense também acumula valorização de 1,68% em outubro.
A série recente mostra que o indicador estava em R$ 1.538,46 no dia 7, passando para R$ 1.560,92 no dia 8.
Em 9 de outubro, a cotação chegou a R$ 1.562,68, antes de recuar ligeiramente para R$ 1.561,58 no dia 13.
A valorização de quarta-feira levou o indicador ao maior valor entre as cinco datas apresentadas no levantamento.
O Paraná possui importante participação na produção brasileira de trigo e integra uma cadeia que envolve agricultores, cooperativas, cerealistas e indústrias de moagem.
O cereal é utilizado principalmente na fabricação de farinha destinada à produção de pães, massas, biscoitos e outros alimentos.
A formação dos preços depende de condições como disponibilidade do produto, características de qualidade, demanda industrial e perspectivas para a oferta nacional e internacional.
Rio Grande do Sul registra queda de 0,47% no trigo
Enquanto o Paraná apresentou valorização, o mercado gaúcho de trigo registrou recuo na última atualização.
No Rio Grande do Sul, a tonelada foi cotada a R$ 1.465,74, após queda diária de 0,47%.
Na cotação anterior, o cereal estava negociado a R$ 1.472,69.
A redução corresponde a R$ 6,95 por tonelada.
Apesar do recuo, o trigo gaúcho permanece com valorização acumulada de 1,04% em outubro.
Nos registros recentes, o indicador estava em R$ 1.454,59 no dia 7, passando para R$ 1.455,60 no dia 8 e R$ 1.468,08 no dia 9.
Em 13 de outubro, a cotação alcançou R$ 1.472,69, antes da queda observada na quarta-feira.
O resultado demonstra que o mercado gaúcho apresentou um ajuste negativo na última atualização, mas ainda mantém valorização em relação ao início do mês.
O Rio Grande do Sul é um dos principais estados produtores de trigo do Brasil, com expressiva participação na oferta nacional do cereal.
Trigo apresenta diferença de R$ 104,58 entre os estados
A comparação dos indicadores de trigo mostra uma diferença de R$ 104,58 por tonelada entre Paraná e Rio Grande do Sul.
No Paraná, o produto alcançou R$ 1.570,32, enquanto no estado gaúcho a cotação foi de R$ 1.465,74.
A diferença pode estar relacionada às condições regionais de oferta e demanda, aos padrões de qualidade, à localização dos compradores e aos custos envolvidos nas operações.
Entretanto, o levantamento apresentado não identifica quais fatores explicam especificamente a diferença registrada nesta data.
Por isso, os preços devem ser interpretados como referências dos mercados acompanhados pelo Cepea, e não como valores uniformes para todos os produtores dos dois estados.
O comportamento regional do trigo também é importante para a indústria de alimentos, que utiliza o cereal como matéria-prima em diferentes produtos.
Variações de preços podem influenciar os custos de aquisição para moinhos e indústrias, embora seus efeitos sobre os preços finais dependam de outros componentes da cadeia produtiva.
Entenda a diferença entre as unidades de comercialização
Os indicadores de soja e trigo apresentados neste levantamento utilizam unidades de medida diferentes.
No caso da soja, os preços são divulgados por saca de 60 quilos, padrão amplamente adotado na comercialização brasileira de grãos.
Já os indicadores de trigo utilizados pelo Cepea neste boletim são expressos em reais por tonelada.
Uma tonelada corresponde a mil quilos.
É importante observar essa distinção para evitar comparações incorretas entre os valores.
Embora o trigo também possa ser comercializado em sacas de 60 quilos, o levantamento apresentado utiliza a tonelada como unidade de referência.
Os produtores e agentes comerciais devem considerar essas diferenças ao acompanhar as cotações e realizar cálculos relacionados à produção e à venda dos grãos.
Preços refletem negociações em mercados específicos
Os indicadores do Cepea são utilizados por produtores, cooperativas, comerciantes, agroindústrias e outros participantes do agronegócio para acompanhar as condições de comercialização.
As referências permitem observar movimentos de alta e baixa, além de diferenças entre regiões.
Entretanto, as cotações não representam necessariamente os preços efetivamente recebidos em todas as negociações.
O valor de uma operação pode variar conforme o tipo e a qualidade do produto, as condições de pagamento, o local de entrega e as despesas logísticas.
Da mesma forma, uma valorização diária não significa necessariamente o início de uma tendência duradoura de alta.
Para identificar movimentos mais consistentes, é necessário acompanhar as cotações ao longo de períodos maiores e considerar as condições de oferta e demanda.
Nesta atualização, a soja apresentou valorização nas duas referências do Paraná, enquanto o trigo registrou alta no mercado paranaense e queda no Rio Grande do Sul.
Confira as principais cotações de soja e trigo
Soja no interior do Paraná
Preço por saca de 60 kg: R$ 148,75
Variação diária: alta de 0,52%
Variação acumulada em outubro: queda de 3,98%
Soja em Paranaguá
Preço por saca de 60 kg: R$ 154,29
Variação diária: alta de 0,09%
Variação acumulada em outubro: queda de 4,50%
Trigo no Paraná
Preço por tonelada: R$ 1.570,32
Variação diária: alta de 0,56%
Variação acumulada em outubro: alta de 1,68%
Trigo no Rio Grande do Sul
Preço por tonelada: R$ 1.465,74
Variação diária: queda de 0,47%
Variação acumulada em outubro: alta de 1,04%
Os valores foram registrados em 14 de outubro de 2026 e representam as referências mais recentes para a abertura do mercado nesta quinta-feira (15).
O desempenho dos indicadores mostra recuperação pontual da soja no Paraná e movimentos distintos no mercado de trigo, reforçando a importância de acompanhar as condições de comercialização em cada região.
Fonte: Cepea/Esalq-USP, com informações do Br61.