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Economia

Shows de Taylor Swift no Brasil impulsionam serviços prestados às famílias

FolhaPress 16/01/2024 10:45

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A temporada de shows da cantora Taylor Swift no Brasil ajudou o setor de serviços a crescer em novembro, indicou nesta terça-feira (16) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Senac 16 de julho — Capa (rail)

De acordo com o instituto, a passagem da estrela da música pelo país beneficiou os serviços prestados às famílias, cujo volume teve alta de 2,2%, após queda de 1,8% em outubro.

"Nesse mês [novembro], a maior influência [nos serviços prestados às famílias] veio da alta de alojamento e alimentação, mas também houve avanço em outros serviços prestados às famílias, impulsionado, especialmente, pelo crescimento da atividade de espetáculos teatrais e musicais, em função dos shows da cantora Taylor Swift no país", disse em nota Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa do IBGE.

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Em entrevista coletiva nesta terça, o pesquisador afirmou que as apresentações também podem ter gerado efeitos positivos em outras atividades de serviços, incluindo aquelas voltadas ao turismo, como alojamento, alimentação e transporte.

"Acaba movimentando toda uma gama de atividades de serviços para além da empresa promotora desses shows", disse Lobo.

Em novembro, Taylor Swift se apresentou no Rio de Janeiro e em São Paulo. Na capital fluminense, as apresentações ocorreram em meio a uma onda de calor, e uma fã morreu após passar mal antes da apresentação.

Esta não é a primeira vez que Taylor Swift provoca reflexos na economia. No ano passado, por exemplo, a cantora foi citada pelo banco central americano por ter impulsionado o setor de turismo dos Estados Unidos com sua turnê "The Eras Tour".

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AVANÇO DE 0,4% NO SETOR COMO UM TODO

O IBGE também divulgou nesta terça que o setor de serviços como um todo avançou 0,4% no Brasil em novembro, na comparação com outubro. Com o resultado, o segmento quebrou uma sequência de três meses no campo negativo.

"As últimas três taxas negativas reduziram os ganhos, mas o resultado de novembro coloca o setor bem acima [10,8%] do patamar pré-pandemia", disse Lobo. O setor opera 2,6% abaixo do ponto mais alto da série, alcançado em dezembro de 2022.

Conforme o IBGE, 3 das 5 atividades de serviços cresceram em novembro: outros serviços (3,6%), profissionais, administrativos e complementares (1%) e serviços prestados às famílias (2,2%).

O maior impacto sobre o resultado geral veio da atividade de outros serviços (3,6%), que avançou pelo terceiro mês seguido.

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"Esse setor foi impulsionado pelos serviços financeiros auxiliares, especialmente pelo aumento da receita das empresas de uso do dinheiro digital, como as de máquinas eletrônicas de cartões de crédito e débito", disse Lobo.

Os serviços profissionais, administrativos e complementares (1%) exerceram a segunda maior contribuição sobre a variação de 0,4% do setor no geral.

Nesse segmento, os destaques foram as atividades jurídicas e as empresas de cartões de desconto e programas de fidelidade, afirmou Lobo.

Em sentido oposto, as únicas retrações do mês vieram dos transportes (-1%) e dos serviços de informação e comunicação (-0,1%).

A primeira atividade teve o quarto revés consecutivo. A segunda mostrou ligeiro decréscimo após assinalar uma leve variação positiva em outubro (0,2%).

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