Produção de pelotas e finos de minério atinge 15,1 milhões de toneladas e marca maior volume desde a retomada das operações em 2020
A mineradora Samarco encerrou 2025 com receita líquida de US$ 1,898 bilhão e EBITDA ajustado de US$ 1,087 bilhão, resultado 30,3% superior ao registrado no ano anterior, quando o indicador foi de US$ 834 milhões. Os números refletem maior estabilidade operacional e controle de custos ao longo do período.
O presidente da Samarco, Rodrigo Vilela, destaca que 2025 foi um período decisivo. " Mantivemos o foco naquilo que está ao nosso alcance, operar com segurança, cuidar das nossas pessoas, cumprir o plano de negócios e avançar em nossos compromisso de longo prazo. Cocluímos o ramp-up da fase 2, estabilizamos as plantas e reforçamos a nossa geração de caixa", afirmou.
Foto: Pedro Vilela/Divulgação
O desempenho financeiro acompanha o avanço gradual da produção após a retomada das atividades. Em 2025, a empresa operou com cerca de 60% da capacidade instalada. A produção anual chegou a 15,1 milhões de toneladas de pelotas e finos de minério de ferro, o maior volume registrado desde o reinício das operações, em 2020. “Com a forte geração de caixa e a estabilidade operacional obtidas, conseguimos alcançar melhorias significativas", declarou o diretor Financeiro, de Estratégia e Suprimentos, Gustavo Selayzim.
As vendas totais alcançaram 15,9 milhões de toneladas no período, crescimento de 68% em comparação com 2024. O avanço acompanha a consolidação da segunda fase do ramp-up operacional e a estabilização das plantas industriais.
A companhia também concluiu o processo de recuperação judicial iniciado após a interrupção das operações em 2015. O encerramento desse processo marcou o fim de um período de reorganização financeira e regulatória e reforçou a estrutura de capital da empresa.
Foto: Marcus Deimoni/Divulgação
Com a retomada gradual das atividades, a Samarco prepara a ampliação da produção para atingir novamente 100% da capacidade instalada a partir de 2028. Para isso, estão previstos investimentos de R$ 13,8 bilhões aprovados pelo conselho de administração, o maior volume de recursos destinado a projetos da empresa desde sua criação.
Segurança operacional
Os indicadores de segurança operacional apresentaram melhora ao longo de 2025. A Taxa Total de Frequência de Acidentes (TRIFR) ficou em 0,63, abaixo da referência global da indústria de mineração, estimada em 0,91. O índice de acidentes com afastamento (LTA) encerrou o ano em 0,13.
A empresa informou ainda ter mantido conformidade integral nos relatórios de estabilidade de barragens e renovado as declarações de condição de estabilidade e de conformidade operacional. As operações permanecem alinhadas ao padrão internacional Global Industry Standard for Tailings Management (GISTM), utilizado como referência para gestão de estruturas de rejeitos na mineração.
O processo de descaracterização da barragem do Germano encontra-se em estágio avançado, com previsão de conclusão em 2027, antes do prazo legal inicialmente estabelecido para 2029.
Reparação do Rio Doce
A reparação dos impactos do rompimento da barragem de Fundão continuou sendo uma das principais frentes de atuação da empresa ao longo de 2025. Durante o ano foi concluído o primeiro ciclo de execução do novo acordo de reparação relacionado à bacia do Rio Doce.
A Fundação Renova, criada anteriormente para conduzir parte das ações de reparação, foi liquidada, e a execução dos programas passou a ser realizada diretamente pela Samarco.
Segundo os dados apresentados pela companhia, cerca de US$ 4 bilhões foram destinados a ações de reparação classificadas como obrigação de fazer, enquanto aproximadamente US$ 2 bilhões corresponderam a pagamentos e indenizações.
Entre os avanços registrados ao longo do ano estão a conclusão de obras de reassentamentos iniciadas antes da homologação do novo acordo, pagamentos de indenizações e iniciativas de recuperação ambiental. As ações incluem restauração florestal, monitoramento da qualidade da água e acompanhamento ambiental da bacia do Rio Doce.