Conab projeta alta de 2,4% em 2025/26, com soja e milho liderando a produção; trigo deve recuar 26,2%
A produção brasileira de grãos deve alcançar 360,8 milhões de toneladas na safra 2025/26, crescimento de 2,4% em relação ao ciclo anterior. A projeção representa um acréscimo de 8,5 milhões de toneladas na colheita nacional.
A estimativa faz parte do 11º Levantamento da Safra de Grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O avanço ocorre juntamente com uma expansão de 2,1% da área cultivada, prevista em 83,5 milhões de hectares.
A produtividade média das lavouras deve ficar em 4.322 quilos por hectare, resultado próximo ao registrado na temporada passada.
A soja permanece como principal cultura do país e deverá alcançar 180,5 milhões de toneladas na safra 2025/26.
Para o milho, a produção estimada é de 143 milhões de toneladas. Apesar do volume elevado, condições climáticas observadas desde junho prejudicaram lavouras cultivadas no Nordeste, principalmente no nordeste da Bahia, em Sergipe e em parte de Alagoas.
A produção de algodão em caroço está projetada em 5,8 milhões de toneladas. Desse volume, aproximadamente 4,1 milhões de toneladas correspondem à pluma.
No caso do feijão, considerando as três safras cultivadas ao longo do ciclo, a expectativa é de produção de 3 milhões de toneladas. O resultado representa queda de 3,2% na comparação com a temporada anterior.
Mesmo com a redução, a avaliação é de que o volume será suficiente para atender ao abastecimento do mercado interno.
A produção de arroz deverá atingir 11,1 milhões de toneladas. A queda está relacionada principalmente à redução da área plantada, que ficou 14% abaixo da registrada no ciclo anterior. Ainda assim, a colheita projetada é considerada suficiente para suprir a demanda doméstica.
Entre as culturas de inverno, o trigo apresenta a retração mais expressiva. A produção está estimada em 5,8 milhões de toneladas, queda de 26,2% frente à safra de 2025.
A redução acompanha uma diminuição de 20,4% na área destinada ao cultivo do cereal.
Com soja e milho sustentando os maiores volumes, a projeção indica nova expansão da produção nacional de grãos, apesar das diferenças de desempenho entre as culturas e dos efeitos climáticos observados em algumas regiões produtoras.