Trajeto reúne oito municípios produtores e valoriza a cultura, a economia e a história do café no Espírito Santo
O Espírito Santo passou a contar com uma rota turística voltada à valorização do café conilon, um dos principais produtos da economia agrícola capixaba. A Rota do Café Conilon foi oficializada pela Lei 12.863/2026 e reúne oito municípios do Norte do Estado reconhecidos pela força da cafeicultura.
Integram o percurso os municípios de Jaguaré, Vila Valério, São Gabriel da Palha, São Domingos do Norte, Governador Lindenberg, Rio Bananal, Linhares e Sooretama. A proposta é fortalecer o agroturismo, estimular o empreendedorismo rural e dar mais visibilidade à cultura formada em torno da produção do conilon.
A rota passa por trechos das rodovias ES-430, ES-230, ES-344, ES-137, ES-245, ES-360, ES-432, ES-358 e BR-101, interligando regiões produtoras e criando um novo eixo de visitação ligado ao café.
A lei é de autoria do deputado estadual Mazinho dos Anjos (Foto: Lucas S Costa/Ales) e reconhece a importância turística e cultural da cafeicultura no Espírito Santo. A iniciativa busca integrar produção, história, identidade regional e sustentabilidade, além de ampliar oportunidades para produtores, empreendedores e municípios envolvidos.
Segundo o deputado, os municípios incluídos na rota estão entre os principais produtores de café conilon do Estado, o que reforça a relevância econômica da atividade e a necessidade de reconhecimento institucional do trajeto como instrumento de valorização territorial.
O Espírito Santo é o maior produtor de café conilon do Brasil, responsável por cerca de 70% da produção nacional. De acordo com o Incaper, o conilon representa 38% do PIB agrícola capixaba, com 286 mil hectares plantados em 68 municípios.
A produtividade média do conilon no Estado deve chegar a 50,7 sacas por hectare, segundo estimativa da Conab citada pelo Incaper. Em algumas propriedades que seguem recomendações técnicas, os resultados podem superar 80 sacas beneficiadas por hectare.
A expectativa é que a nova rota contribua para ampliar o turismo rural em cidades produtoras, atraindo visitantes interessados em conhecer lavouras, propriedades, experiências ligadas ao café, gastronomia local e a história das famílias que vivem da cafeicultura.
Os dados são da Assembleia Legislativa do Espírito Santo e do Incaper.