Por Marcelo Rossoni
A federação União Progressista, formada por Progressistas e União Brasil, realizou na tarde desta segunda-feira (13) uma reunião com dirigentes e filiados das duas legendas para reafirmar o apoio ao vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) na disputa pelo Governo do Espírito Santo. O encontro contou com a presença do próprio Ricardo e de lideranças políticas ligadas ao grupo.
Durante a reunião, o presidente estadual do União Brasil, Marcelo Santos — que também preside a Assembleia Legislativa e é pré-candidato a deputado federal — fez um discurso em defesa da experiência administrativa de Ricardo Ferraço e aproveitou para criticar, ainda que sem citar nomes diretamente, adversários políticos.
Segundo Marcelo, governar o Espírito Santo exige mais do que presença nas redes sociais ou promessas de obras e entregas. Para ele, é necessário conhecer a estrutura do Estado, a realidade da população e o funcionamento da administração pública. Nesse contexto, afirmou que, entre os nomes colocados para a disputa ao governo, Ricardo Ferraço seria o que reúne maior experiência para conduzir o Estado.
O dirigente também destacou a atuação conjunta do governador Renato Casagrande e do vice Ricardo Ferraço, afirmando que a atual gestão manteve diálogo com todos os municípios capixabas, independentemente de posicionamento político. De acordo com ele, o governo buscou atender as demandas apresentadas pelos prefeitos, priorizando investimentos que gerassem desenvolvimento, emprego e renda nas cidades. Ao final de sua fala, Marcelo Santos declarou apoio integral da federação à candidatura de Ricardo Ferraço.
O deputado federal Da Vitória, presidente do Progressistas e da federação União Progressista, também se manifestou e ressaltou que Ricardo não estará sozinho caso seja eleito governador. Segundo ele, o grupo político reúne lideranças experientes que poderão contribuir com a governabilidade e com a condução das políticas públicas do Estado.
Da Vitória enfatizou ainda que a política deve ser construída por meio do diálogo e do consenso, mesmo quando há divergências. Ele afirmou que a decisão de apoiar Ricardo Ferraço foi resultado de conversas internas e avaliação do cenário político e administrativo do Estado. Sem mencionar diretamente nomes, criticou atitudes que classificou como imposição política ou tentativa de se colocar como candidato de forma unilateral, afirmando que a política deve ser construída coletivamente e com respeito às lideranças e às instituições.
Para o presidente da federação, a experiência política e a capacidade de diálogo continuam sendo elementos fundamentais para a condução do Estado e para a construção de um projeto político sólido para o Espírito Santo.