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Renan Santos aponta 'pizza' no STF após Nunes Marques não votar: 'já perdemos um voto'

Estadão Conteúdo 15/09/2026 12:45

O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) afirmou nesta terça-feira, 15, que a decisão de Kássio Nunes Marques de não votar na sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre Alexandre de Moraes pode abrir caminho para uma "pizza" na Corte. "Imaginavam que o Kássio votaria pelo afastamento do Xandão, já perdemos um voto", disse em vídeo publicado no Instagram.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Nunes Marques e Dias Toffoli se declararam suspeitos e não participam da votação.

"Urgente, pode estar sendo gestada a pizza agora, a pizza do STF pode ser gestada agora", afirmou Renan Santos. O candidato também questionou publicamente se a decisão de Nunes Marques teria relação com mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro que mencionam Kevin Marques, filho do ministro. Quando decidiu não votar, esta situação não foi mencionada.

"Não é por conta da mensagem que vazou? Hã? Envolvendo teu filho? Mensagem desabonadora, hein, Kássio Nunes? História feia, história estranha", declarou.

SESC PICASSO

Os diálogos obtidos pela Polícia Federal mencionam pagamentos mensais de R$ 500 mil que teriam como destino Kevin Marques por meio da Consult Inteligência Tributária. A defesa de Kevin afirma que ele não manteve relação com Vorcaro ou com o Banco Master e que recebeu R$ 281,6 mil da consultoria pela prestação de serviços jurídicos legítimos e sem relação com processos no Supremo.

Em outro trecho do vídeo, Renan afirmou que a ausência de Nunes Marques poderia ajudar a formar uma maioria favorável a Moraes ou produzir um empate no julgamento. "Isso foi feio e inesperado", disse.

CONTADOR - BONUS

No X, o candidato voltou a comentar a decisão dos ministros de não votar. "Votação sobre corrupção no STF e Ministros, no plural, estão se declarando impedidos. E radical sou eu por não querer cumprir ordens ilegais desses ministros", escreveu.

O STF se reúne nesta terça-feira em meio à crise aberta após a divulgação de mensagens envolvendo Moraes e Vorcaro. Na abertura da sessão, o presidente da Corte, Edson Fachin, afirmou que o tribunal deveria julgar "fatos, não pessoas".

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