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Relator no Conselho de Ética vota por cassação de Glauber Braga

FolhaPress 02/04/2025 13:41

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O deputado Paulo Magalhães (PSD-BA), relator de representação contra Glauber Braga (PSOL-RJ), votou nesta quarta-feira (2) pela cassação do parlamentar no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Ele entendeu que houve quebra de decoro de Braga por agressão a um militante do MBL (Movimento Brasil Livre) na Casa, em abril do ano passado.

A votaçãofoi interrompida por um pedido de vista do deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), aliado de Glauber. O relatório deve ser votado na próxima sessão e, se aprovado, segue para o plenário da Câmara — que pode haver votação sobre perda de mandato de Glauber.

A sessão do Conselho de Ética foi acompanhada de apoiadores do deputado do PSOL, com adesivos e faixas de "Glauber fica".

"Usei todas as ferramentas que estavam à minha disposição nesse processo para mostrar o que é o MBL, quem é Arthur Lira e denunciar o orçamento secreto. Tô preparado para o que vier", disse o deputado psolista no X, antigo Twitter.

No ano passado, Glauber abriu mão de testemunhas no processo do conselho. À época, justificou suas decisões dizendo que a situação passou dos limites. Ele afirmou que se emocionou com a oitiva da colega parlamentar Luiza Erundina (PSOL-SP) ao conselho.

"Se hoje me emocionei de maneira profunda com ela no Conselho de Ética, eu não queria, nesse momento, estar decepcionando a deputada Luiza Erundina. Mas tudo tem um limite. E esse processo que se arrasta durante todo esse tempo para mim já foi o suficiente", disse.

SESC PICASSO

Braga é julgado por agredir o militante do MBL Gabriel Costenaro e trocar empurrões com o deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil-SP) em abril do ano passado.

Na ocasião, o psolista chutou Costenaro e o expulsou das dependências da Câmara. Os dois seguiram discutindo no estacionamento do anexo 2 da Câmara e, após serem separados, foram levados para prestar depoimento no Departamento de Polícia Legislativa da Casa.

Nesse momento, Braga e Kim Kataguiri também discutiram. O deputado do PSOL chamou o colega de "defensor de nazista", e o deputado do União levantou o dedo contra ele. Na sequência, os dois trocaram empurrões.

CONTADOR - BONUS

No seu voto, Magalhães apontou que "a conduta praticada pelo deputado Glauber Braga não estaria acobertada pela legítima defesa, uma vez que o Código Penal estabelece que entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão".

"O histórico de provocações anteriores de Gabriel Costenaro contra o representado [Glauber Braga] e seus companheiros de partido não autorizaria a violência física", afirmou.

Em sua defesa, Braga afirmou que o relatório pedindo sua cassação foi encomendado pelo ex-presidente da Câmara, o deputado Arthur Lira (PP-AL). "O relator em seu desespero de agradar quem de fato escreveu o relatório nem disfarçou. Quem escreveu seu relatório foi o senhor Arthur Lira. Esse processo desde o início tentou blindar o ex-presidente da Câmara e com relatório já previamente preenchido", disse.

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