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Política

Relator do código eleitoral no Senado propõe quarentena para juiz e retira limitação a pesquisas

FolhaPress 20/03/2024 19:47

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O senador Marcelo Castro (MDB-PI) apresentou seu relatório do projeto que institui um novo código eleitoral no país com mudanças em relação ao texto aprovado pela Câmara dos Deputados no final de 2021.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

O parlamentar retirou a limitação à publicação de pesquisas eleitorais e propôs obrigar juízes e promotores a cumprirem uma quarentena antes de disputarem eleições.

Castro levará o relatório à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, quando seus colegas poderão apresentar emendas ao texto. Ele poderá acatar ou rejeitar as propostas dos outros senadores e, então, a proposta será votada pelo colegiado.

Caso seja aprovado pela CCJ, o projeto segue para o plenário da Casa. Como é provável que os senadores alterem o texto dos deputados, o tema ainda voltará para nova análise da Câmara antes de seguir para sanção presidencial.

Castro afirmou que a ideia é concentrar em apenas um código eleitoral as sete leis atuais que regulamentam as eleições e os partidos políticos.

Ele sugeriu a derrubada do dispositivo que passou pela Câmara e que prevê censura a pesquisas eleitorais --para que elas só possam ser divulgadas até a antevéspera do dia do pleito.

Castro também mudou o texto dos deputados que determina que os institutos informem um percentual de acertos das pesquisas realizadas pela entidade ou empresa nas últimas cinco eleições.

SESC PICASSO

O senador sugere que os institutos sejam obrigados a trazer uma comparação das três últimas pesquisas realizadas na eleição anterior em relação ao resultado que saiu da urna naquele pleito.

A ideia, segundo Castro, é deixar o instituto exposto, uma vez que ele será obrigado a informar os números que levantou na eleição anterior.

"São muitos casos que têm fraude, isso é no Brasil inteiro, mas é muito difícil fazer legislação para punir um instituto que tenha fraudado", afirmou.

O senador propõe a seguinte redação para a lei: "Os percentuais de intenção de voto no candidato eleito nas três últimas pesquisas estimuladas realizadas pelo mesmo instituto na eleição anterior, em confronto com o percentual de votos apurados pela Justiça Eleitoral, na respectiva circunscrição, nas eleições para os cargos de prefeito, governador, senador e presidente da República".

CONTADOR - BONUS

Castro também defendeu que algumas carreiras do serviço público são "incompatíveis com a atividade política".

"Juiz, promotor, policial e militar são carreiras que não devem coexistir com a política. Se a pessoa pertence a uma dessas carreiras e quer ser político, se afasta e só quatro anos depois poderia se candidatar", declarou.

O senador propõe que o prazo para desincompatibilização de cargo público para concorrer às eleições seja unificado em seis meses. Em alguns casos, servidores públicos são obrigados a se afastar apenas três meses antes. Para funcionários de tribunais de contas, o prazo é de quatro meses.

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