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Registro de CNPJ entre trabalhadores autônomos atinge recorde em 2025, aponta IBGE

Estadão Conteúdo 23/09/2026 11:22

A proporção de empregadores ou trabalhadores por conta própria com registro no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) atingiu o maior porcentual desde 2012, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A relação de pessoas ocupadas como empregador ou conta própria no trabalho principal com CNPJ saiu de 24% em 2012 para 35% em 2025, um aumento de 11 pontos porcentuais.

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Os dados constam do estudo Pnad Contínua: Características Adicionais do Mercado de Trabalho - 2025, divulgado nesta quinta-feira, 23, pelo IBGE. A série histórica da pesquisa começa em 2012. Por conta da pandemia, o trabalho não foi realizado para os anos de 2020 e de 2021.

A marca inédita foi influenciada pela taxa de cobertura de CNPJ entre os trabalhadores por conta própria, que atingiu o recorde da série histórica (27,1%) em 2025, e quase dobrou em relação a 2012, quando era 15%.

Ainda assim, a formalização ainda é muito superior entre os empregadores. A proporção de empregadores com CNPJ era de 75,6% em 2012 e ficou em 81,1% em 2025.

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De acordo com o IBGE, o avanço está ligado ao nível de instrução dos trabalhadores. Pela primeira vez na série histórica, mais da metade (50,8%) dos trabalhadores por conta própria com nível superior tinham registro formal pelo CNPJ.

"A taxa de registro está fortemente ligada ao nível de instrução, porque quanto mais instrução a pessoa tem, mais preparada ela está para o mercado, e mais ela entende as benesses e as dificuldades de ter ou não ter o seu registro", afirmou William Kratochwill, responsável pela pesquisa, ao comentar os resultados.

O contingente de trabalhadores por conta própria atingiu um recorde de 26,2 milhões de pessoas em 2025, o equivalente a 25,4% da população ocupada, segundo o IBGE. Os empregadores, por sua vez, eram cerca de 4,5 milhões, o que corresponde a aproximadamente 4,4% dos ocupados.

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Com isso, o total de trabalhadores autônomos com CNPJ alcançou cerca de 7,1 milhões de pessoas em 2025, quase o dobro do contingente de empregadores formalizados no período, de 3,7 milhões.

O pesquisador ressalta que a Pnad ainda não possui dados específicos para analisar o fenômeno da "pejotização", que consiste na contratação de trabalhadores como pessoa jurídica em vez de carteira assinada, embora o recurso seja reconhecido como uma estratégia adotada pelas empresas para reduzir custos.

Para Kratochwill, programas governamentais como o MEI (microempreendedor individual) também podem ter facilitado a formalização entre os trabalhadores com maior instrução.

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"O público com nível superior completo engloba prestadores de serviços que, em algum momento, enfrentaram dificuldades para abrir uma empresa no Brasil. Mas programas governamentais como o MEI facilitaram o registro para a pessoa ter a sua própria empresa legalizada e registrada", disse.

As regiões Sul (46,7%) e Sudeste (41,6%) apresentaram em 2025 os maiores percentuais de empregadores e trabalhadores por conta própria com CNPJ. Na outra ponta, o Norte (15,6%) e o Nordeste (20,1%) tiveram as proporções mais baixas. O Centro-Oeste passou de 30,1% em 2019 para 41,6% em 2025, igualando a distribuição no Sudeste.

As mulheres historicamente têm um porcentual superior aos homens, com 36,7% das empregadoras e conta própria com CNPJ em 2025, contra 34,2% dos homens. A taxa entre as mulheres alcançou novo recorde, mantendo uma distância de 2,5 pontos percentuais da dos homens. Historicamente, essa vantagem feminina iniciou em 0,6 ponto porcentual em 2012 e atingiu seu pico de 3,0 pontos porcentuais em 2022.

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