Um levantamento divulgado pelo Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados, aponta que 28 municípios brasileiros já atingiram a universalização no abastecimento de água. O dado faz parte da 18ª edição do Ranking do Saneamento, elaborado com base nas informações mais recentes do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA), referentes ao ano-base de 2024.
O estudo avalia os 100 municípios mais populosos do Brasil e mostra que 11 cidades alcançaram cobertura total de abastecimento, com índice de 100% de atendimento à população.
Entre os municípios que atingiram a universalização completa estão Barueri, Carapicuíba, Diadema, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Osasco e Santo André, todas em São Paulo, além de Curitiba (PR), Juiz de Fora (MG), Niterói (RJ) e Porto Alegre (RS).
Outras 17 cidades registraram índices iguais ou superiores a 99% de cobertura de água tratada, incluindo São Paulo, Campinas, Goiânia, Ribeirão Preto, Blumenau, Nova Iguaçu e Aracaju.
Segundo o levantamento, o índice médio de atendimento de água nos 100 maiores municípios brasileiros ficou em 93,55% em 2024. Apesar de ainda elevado, o percentual representa leve queda em relação aos 93,91% registrados no ano anterior.
O estudo aponta que 87 dos 100 municípios avaliados possuem cobertura superior a 80%, indicando que grande parte das cidades analisadas está próxima da universalização do serviço.
Por outro lado, o ranking também evidencia desigualdades regionais, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.
Recife aparece com cobertura de 78,93% no abastecimento de água. Já Porto Velho, em Rondônia, registrou apenas 30,74% de atendimento e ocupa a última posição do ranking.
Entre os municípios com piores índices estão ainda Paulista (PE), João Pessoa (PB), Macapá (AP), Caucaia (CE), Jaboatão dos Guararapes (PE), Rio Branco (AC), Santarém (PA) e Ananindeua (PA).
De acordo com o Instituto Trata Brasil, os números reforçam a necessidade de ampliar investimentos em infraestrutura, melhorar a gestão dos sistemas e priorizar o saneamento básico nas políticas públicas.
O estudo destaca que o acesso desigual ao abastecimento de água ainda representa um dos principais desafios sociais e urbanos do país.