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Brasil vive mais um ano crítico de queimadas

Vitória News 15/09/2025 11:39

O ano de 2025 já está entre os mais severos para queimadas no Brasil. Entre janeiro e agosto, quase 187 mil quilômetros quadrados foram devastados pelo fogo, segundo dados do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Senac 16 de julho — Capa (rail)

O Cerrado aparece novamente como o bioma mais atingido, concentrando 64% da área queimada. Desde 2003, apenas quatro anos registraram números ainda mais alarmantes: 2010, 2024, 2007 e 2005.

Distribuição regional dos focos

Até agora, em 2025, foram contabilizados 74,1 mil focos de queimadas em todo o país. A maior parte está concentrada no Norte (26 mil) e Nordeste (25 mil), que juntos respondem por mais de 70% dos registros.

Região Focos (2025)
Norte 26.000
Nordeste 25.000
Centro-Oeste 11.900
Sudeste 6.500
Sul 3.600

No Centro-Oeste, o Mato Grosso é o principal responsável pela alta. Já no Sudeste e no Sul, os números, embora menores, preocupam por atingirem áreas agrícolas e de preservação permanente.

Estados com mais focos de incêndio

SESC PICASSO
Estado Focos (2025)
Maranhão (MA) 8.402
Mato Grosso (MT) 8.119
Tocantins (TO) 6.782
Bahia (BA) 5.089
Pará (PA) 4.610
Minas Gerais (MG) 4.498
Piauí (PI) 4.301
Amazonas (AM) 2.742
Goiás (GO) 2.484
São Paulo (SP) 1.391

Municípios campeões de queimadas

As cidades que mais registraram focos até agosto de 2025 foram:

  • Colniza (MT) – 851 focos

  • Mirador (MA) – 772 focos

  • Lagoa da Confusão (TO) – 578 focos

  • Apuí (AM) – 495 focos

  • Porto Velho (RO) – 458 focos

  • Barra do Corda (MA) – 451 focos

  • Alto Parnaíba (MA) – 442 focos

  • Uruçuí (PI) – 442 focos

  • Formoso do Araguaia (TO) – 436 focos

  • Nova Maringá (MT) – 420 focos

Fonte: INPE

Situação atual e alerta para setembro

O risco de novos incêndios permanece alto em setembro, impulsionado pelo clima seco em grande parte do país. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os estados entre Paraná e Tocantins estão sob alerta de baixa umidade relativa do ar, condição que se repete desde agosto.

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As áreas mais vulneráveis seguem sendo o Cerrado e a Caatinga, onde o avanço das chamas ameaça comunidades locais, biodiversidade e atividades econômicas.

Incêndios em andamento no Brasil

  • Distrito Federal: Na última terça-feira (9), um incêndio florestal atingiu a Floresta Nacional de Brasília (Flona), queimando cerca de 220 hectares, quase 6% da unidade de conservação.

  • São Paulo: Nesta sexta-feira (12), a Defesa Civil monitora focos em Cajamar, Cruzeiro, Caçapava, Bofete, Piracicaba, Cajuru, Alto Alegre, Adamantina/Flórida Paulista e Socorro. A operação envolve Corpo de Bombeiros, brigadistas locais e helicópteros de apoio.

Como prevenir queimadas, segundo o Corpo de Bombeiros do DF

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  • Não queimar lixo, folhas secas ou restos de poda.

  • Evitar o uso do fogo para limpeza de terrenos.

  • Não descartar bitucas de cigarro em áreas secas ou às margens de rodovias.

  • Fazer fogueiras apenas em locais autorizados e apagá-las totalmente.

  • Em áreas rurais, manter aceiros ao redor de plantações e construções.

  • Reduzir acúmulo de vegetação seca próximo a casas, postes e estradas.

  • Orientar familiares, vizinhos e trabalhadores sobre os riscos e prevenção.

Em caso de incêndio, o recomendado é acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193 e não tentar combater o fogo sem equipamentos adequados.

Contexto ambiental e social

Especialistas alertam que as queimadas recorrentes intensificam problemas como crise hídrica, aumento das emissões de carbono e prejuízos à saúde pública, com maior incidência de doenças respiratórias. Além disso, impactam diretamente atividades do agronegócio, turismo e qualidade de vida de milhões de brasileiros.

Organizações ambientais têm reforçado a importância de políticas públicas consistentes e maior fiscalização para conter o avanço das chamas, sobretudo em anos de seca severa como 2025.

Fonte: Br61

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