Nesta quarta-feira, 12 de fevereiro, Colatina sedia um evento de capacitação para profissionais de saúde no combate à febre Oropouche, uma doença viral que vem se espalhando pelo Brasil. O Espírito Santo, estado que concentra 99% dos casos registrados no país, tem se tornado o epicentro da doença, e a ação visa atualizar médicos, enfermeiros e outros profissionais da saúde sobre o diagnóstico e manejo adequados da enfermidade.
O treinamento será realizado às 14h, no auditório do Sanear, com foco nos enfermeiros e médicos da Atenção Primária à Saúde (APS) e também nos profissionais que atuam no Pronto Atendimento da Santa Casa de Colatina. O objetivo é aprimorar o conhecimento sobre a febre Oropouche, com ênfase na identificação precoce dos sintomas, controle da transmissão e práticas de prevenção.
Em 2024, o Ministério da Saúde registrou 13.801 casos de febre Oropouche no Brasil, com quatro óbitos confirmados, sendo um no Espírito Santo. Já em 2025, o estado capixaba contabiliza 893 notificações nos primeiros 12 dias do ano, representando 99% dos casos registrados no país. A febre é causada pelo arbovírus Oropouche (OROV), transmitido pelo mosquito maruim (ou mosquito-pólvora), similar aos transmissores de outras doenças como dengue, zika e chikungunya. A doença foi identificada pela primeira vez em 1955, em Trinidad e Tobago, e no Brasil, na década de 1960.
Transmissão e sintomas
O mosquito maruim é o principal vetor da febre Oropouche, transmitindo o vírus por meio de picadas. Embora os casos ocorram mais frequentemente em áreas rurais, a doença pode afetar qualquer região. Seus sintomas são parecidos com os da dengue, incluindo febre, dor de cabeça, dores musculares e articulares, além de mal-estar generalizado. Também podem surgir tontura, dor retro-ocular, calafrios, fotofobia (sensibilidade à luz), náuseas e vômitos. Em casos graves, a doença pode evoluir para meningite ou encefalite.
Prevenção
A principal forma de prevenir a febre Oropouche é o controle do mosquito transmissor. A eliminação de detritos e materiais que possam abrigar o mosquito, como o acúmulo de água parada, é essencial. O uso de roupas de manga longa, a aplicação de repelentes e o cuidado nos horários de maior atividade do inseto, como pela manhã e à tarde, são recomendações importantes.
Gestantes devem ter atenção especial para evitar o risco de transmissão vertical, utilizando roupas adequadas, repelentes e permanecendo em ambientes protegidos, como dentro de casa sempre que possível. O controle de ambientes de trabalho ao ar livre também deve ser uma prioridade para evitar a proliferação do mosquito.
A capacitação realizada em Colatina é um passo importante no enfrentamento da febre Oropouche, com o intuito de conter a disseminação da doença no Espírito Santo e no Brasil.