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Política

Prisão domiciliar de Bolsonaro: o que ele está proibido de fazer por ordem do STF

Vitória News 05/08/2025 07:43
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (4) a imposição de novas medidas cautelares contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão estabelece prisão domiciliar por tempo indeterminado e reforça uma série de proibições impostas anteriormente, com o objetivo de evitar o descumprimento das regras judiciais no contexto das investigações sobre tentativa de golpe de Estado. O que Bolsonaro está proibido de fazer Com a nova decisão, Bolsonaro deverá cumprir uma série de restrições. Entre as principais medidas determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, estão: Obrigatoriedade do uso de tornozeleira eletrônica; Proibição de receber visitas sem autorização prévia do Supremo; Proibição de uso de telefone celular; Apenas os advogados e as pessoas que residem com Bolsonaro, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a filha do casal, poderão manter contato com ele; Visitantes autorizados estão proibidos de utilizar celulares, tirar fotos ou gravar imagens durante a permanência na residência. Restrições anteriores continuam válidas Além das novas medidas, seguem válidas as cautelares já impostas anteriormente ao ex-presidente: Proibição de manter contato com embaixadores ou outras autoridades estrangeiras; Proibição de uso de redes sociais, seja diretamente ou por meio de terceiros; Proibição de receber visitas de pessoas investigadas nas ações penais relacionadas à tentativa de golpe; Proibição de se aproximar ou acessar embaixadas e consulados de países estrangeiros. Descumprimento de restrições levou a medidas mais duras A ampliação das medidas cautelares ocorre após publicação de mensagens nas redes sociais dos filhos do ex-presidente — Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro — com agradecimentos de Jair Bolsonaro aos apoiadores que participaram dos atos em seu favor no domingo (3). Para o ministro Alexandre de Moraes, essas manifestações configuram uma violação às restrições previamente impostas. Investigação envolve envio de recursos para Eduardo Bolsonaro As novas restrições estão relacionadas a um inquérito que investiga Eduardo Bolsonaro, deputado federal pelo PL de São Paulo, por suposta articulação com o governo do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o objetivo de promover ações de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo Tribunal Federal. No contexto da investigação, Bolsonaro é suspeito de ter enviado recursos via Pix para custear a permanência de Eduardo Bolsonaro no exterior. Em março deste ano, Eduardo pediu licença do mandato e se mudou para os Estados Unidos, alegando perseguição política. Além disso, Jair Bolsonaro já é réu no Supremo em uma ação penal que apura a tentativa de golpe de Estado. O julgamento está previsto para ocorrer em setembro deste ano.
Confira a íntegra do documento do STF neste link. Fonte: ABr
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