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PF faz buscas contra Mauro Cid e prende Gilson Machado, ex-ministro de Bolsonaro

FolhaPress 13/06/2025 14:49

BRASÍLIA, DF E RECIFE, PE (FOLHAPRESS) - A Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira (13) Gilson Machado (PL), ex-ministro do Turismo do governo de Jair Bolsonaro (PL). A prisão ocorreu no Recife. Na mesma operação, em Brasília, o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, foi alvo de buscas.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Segundo a defesa de Cid, os policiais chegaram à casa do militar munidos de um mandado de prisão, mas foram informados já na residência do oficial que a detenção havia sido revogada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

A assessoria do STF também confirmou que o militar não foi preso, sem dar detalhes. Cid chegou à sede da PF em Brasília por volta das 11h para prestar depoimento.

A PGR (Procuradoria-Geral da República) havia autorizado um pedido da PF para investigar Machado, em peça enviada terça-feira (10) ao STF.

A suspeita é que Machado tenha atuado junto ao consulado de Portugal no Recife, no mês passado, para obter a expedição de um passaporte português em favor de Mauro Cid, segundo suspeitas da PF.

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O intuito, segundo a peça assinada pelo procurador-geral Paulo Gonet, com informações da polícia, seria viabilizar a saída do militar do território nacional. O ex-ministro, porém, não teria obtido êxito na emissão do documento.

O advogado Célio Avelino, responsável pela defesa do ex-ministro, afirmou a jornalistas nesta sexta-feira (13) que Machado prestou depoimento a um delegado da Polícia Federal.

No início da tarde, o ex-ministro seguiu para o IML (Instituto de Medicina Legal) para realizar exame de corpo de delito. De lá seguiu sob custódia de policiais federais para o presídio em Abreu e Lima, no Grande Recife.

Em fala a jornalistas ao chegar no IML, Machado negou que tivesse feito algum pedido relacionado a Cid. "Apenas pedi um passaporte para meu pai por telefone aqui no consulado do Recife", afirmou. "Entrei em contato, ele foi lá no consulado juntamente com meu irmão."

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Agentes da PF também apreenderam o celular e um carro de Machado. A defesa diz não saber o que teria motivado a decretação da prisão e que pedirá informações a Moraes a respeito.

"A Polícia Federal recebeu o mandado de prisão determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, mas a decisão não diz os motivos da prisão. Perguntaram a ele [no depoimento] se ele teria interferido para conseguir um passaporte para Mauro Cid e ele disse que não", afirmou Avelino, que assumiu a defesa de Machado nesta sexta.

O depoimento do ex-ministro durou cerca de 10 minutos, segundo o advogado, que afirmou ainda que Machado relatou que a última vez que teria falado com Cid teria sido em 2022, após a eleição presidencial.

Procurado no início da semana, Machado já havia negado "veementemente ter ido a qualquer consulado". Ele acrescentou que apenas manteve contato telefônico, em maio, com o consulado português para solicitar uma agenda para renovar o passaporte de seu pai, "o qual foi feito após dita solicitação".

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Machado é conhecido como o "sanfoneiro" do ex-mandatário, participava das lives do político e foi presidente da Embratur. Em 2022, tentou o cargo de senador por Pernambuco, mas não foi eleito. Também concorreu a prefeito do Recife em 2024 e perdeu.

Ele diz que Bolsonaro é seu mentor político, a quem diz ser fiel. Nas redes sociais, ele se define também como veterinário e cristão conservador.

Mauro Cid informou ao STF que tentou obter passaporte português em janeiro de 2023. Ele argumentou que seus familiares já tinham a dupla cidadania reconhecida e iniciou os processos burocráticos junto à embaixada para conseguir o documento.

As informações foram repassadas pelo militar no âmbito de sua colaboração premiada, antes da denúncia apresentada pela PGR, como forma de comprovar que a tentativa de obter o passaporte português em 2023 não teve relação com as investigações que implicam Cid na trama golpista.

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