Setor registra maior volume de abates para um primeiro trimestre, enquanto a demanda volta a puxar preços do suíno em algumas praças.
O mercado de proteína animal no Brasil teve dois movimentos relevantes nesta semana: o abate de bovinos atingiu recorde para um primeiro trimestre, enquanto o suíno vivo voltou a registrar valorização em parte das praças acompanhadas pelo setor.
Dados oficiais divulgados pelo IBGE mostram que o Brasil abateu 10,289 milhões de bovinos entre janeiro e março de 2026, considerando machos e fêmeas. O volume é o maior já registrado para o primeiro trimestre na série histórica do instituto.
O resultado também representa avanço em relação aos anos anteriores. O número de animais abatidos ficou 3,27% acima do registrado no mesmo período de 2025 e 9,1% maior que o observado no primeiro trimestre de 2024.
O desempenho reflete a expansão da produção pecuária brasileira nos últimos anos e a maior oferta de animais para comercialização. O cenário reforça a importância da cadeia da carne bovina tanto para o abastecimento interno quanto para o atendimento da demanda internacional por proteína animal.
No mercado de suínos, as cotações do animal vivo voltaram a subir em algumas regiões acompanhadas pelo Cepea. Segundo o centro de pesquisas, foi a primeira valorização desde o Dia das Mães, em 10 de maio.
A alta foi influenciada pela demanda mais firme por animais, especialmente na região Sul do país. A indústria esteve mais ativa na busca por lotes extras, o que abriu espaço para reajustes positivos nos preços pagos aos produtores.
O movimento, porém, ainda não foi acompanhado pela carne suína. Isso indica que a reação ocorreu de forma mais concentrada no mercado do animal vivo, sem repasse equivalente para os cortes no atacado.
Com os dois movimentos, o setor de carnes segue em atenção à relação entre oferta, demanda industrial e comportamento do consumo. Enquanto a bovinocultura registra aumento expressivo no volume de abates, a suinocultura tenta sustentar uma recuperação de preços após semanas de pressão.
Com informações do Cepea.