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Pazolini apresenta propostas de governo em sessão pública na Maçonaria

Na Loja Maçônica União e Progresso, candidato ao Governo do Estado falou sobre sua passagem pela Prefeitura de Vitória e apresentou propostas para o Espírito Santo

Vitória News 04/09/2026 15:04
Pazolini apresenta propostas de governo em sessão pública na Maçonaria
Foto: VN

Por Marcelo Rossoni

O candidato ao Governo do Espírito Santo, Lorenzo Pazolini, participou, na noite de quinta-feira (3), de uma sessão pública promovida conjuntamente pelas lojas maçônicas União e Progresso e Anthário Filho. Realizado na sede da União e Progresso, o encontro reuniu maçons, convidados e lideranças políticas para ouvir as propostas do candidato para o Estado.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

A sessão foi presidida pelos veneráveis mestres Luiz Claudio Firme Pina e Pedro Alves de Melo, que tinham ao seu lado o Grão-Mestre Adjunto Derildo Martins da Costa.

Ao abrir o encontro, Luiz Cláudio destacou a presença histórica da Maçonaria na vida política e social e lembrou a trajetória da União e Progresso, que completa 154 anos de atividades ininterruptas no mês de novembro. Uma longevidade que coloca a instituição como testemunha de diferentes períodos da história política, econômica e social do Espírito Santo.

Pazolini chegou acompanhado do deputado federal Evair de Melo e do vereador de Vitória Leonardo Monjardim, ambos candidatos ao Senado. Monjardim, além da atividade política, é maçom atuante.

Na chegada, o candidato ao Governo foi recebido por uma comissão de maçons e, cumpridas as formalidades da sessão, saudado pelos integrantes das duas lojas e pelos convidados.

Feitas as apresentações, Pazolini recebeu a palavra para expor as principais linhas de seu plano de governo. Parte significativa de sua fala, entretanto, passou pela experiência acumulada nos pouco mais de cinco anos em que comandou a Prefeitura de Vitória.

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Pazolini assumiu a capital em janeiro de 2021, foi reeleito no primeiro turno em 2024 e deixou a Prefeitura em abril deste ano para disputar o Governo do Estado. Ao falar de sua passagem pelo município, apontou como marcas de sua administração a recuperação da capacidade de investimento, as intervenções em infraestrutura e os resultados obtidos em educação, segurança municipal, habitação e modernização da gestão pública.

Na educação, Vitória apresentou evolução nos indicadores da rede municipal. O Ideb dos anos iniciais, que permanecia em 5,6 desde 2015, chegou a 6,1 em 2023. Os resultados referentes a 2025, divulgados depois de sua saída da Prefeitura, elevaram o índice para 6,4 nos anos iniciais e 5,4 nos anos finais, colocando a capital capixaba entre as cidades de melhor desempenho educacional do país.

A capacidade de investimento foi outro ponto utilizado por Pazolini para apresentar as credenciais que pretende levar para a disputa estadual. Durante sua administração, Vitória ampliou a aplicação de recursos próprios em obras e serviços, com intervenções espalhadas por diferentes regiões da cidade.

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A gestão não ficou identificada por uma única obra monumental. Sua marca acabou sendo outra: a multiplicidade de intervenções. Entraram nessa conta construção e reforma de escolas, unidades de saúde, contenção de encostas, urbanização, habitação, ciclovias, recuperação de equipamentos públicos e investimentos em tecnologia.

Na segurança, área diretamente relacionada à sua trajetória profissional como delegado de polícia, Pazolini deu maior protagonismo à Guarda Civil Municipal. Houve ampliação do videomonitoramento, aquisição de viaturas e equipamentos e criação ou fortalecimento de estruturas especializadas. Durante a exposição, o candidato relacionou parte dessa experiência ao modelo de segurança pública que pretende desenvolver no âmbito estadual.

Há também um componente político difícil de separar do balanço administrativo. Em 2024, Pazolini foi reeleito prefeito no primeiro turno com 105.599 votos, equivalentes a 56,22% dos votos válidos. A votação consolidou sua posição política na capital e pavimentou o caminho para um projeto que, menos de dois anos depois, o levaria à disputa pelo Palácio Anchieta.

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Diante dos maçons e convidados, Pazolini procurou estabelecer justamente essa ponte entre o que realizou em Vitória e aquilo que pretende fazer no Governo do Estado. A ideia apresentada foi levar experiências da administração da capital para uma realidade muito mais ampla e diversa, formada pelos 78 municípios capixabas.

A passagem da política para uma história pessoal aconteceu já no encerramento da exposição.

Ao cumprimentar o candidato, o maçom Ericson Marcel Salazar trouxe uma informação que surpreendeu parte dos presentes. Renato Pazolini, pai de Lorenzo, já falecido, também pertenceu à Maçonaria e frequentava uma loja maçônica no município da Serra.

A revelação deu outro significado à presença de Pazolini naquela noite. Até então, ele estava diante dos maçons como candidato ao Governo, ex-prefeito da capital e político apresentando suas propostas. A partir daquela lembrança, surgiu também uma ligação familiar com a instituição que o recebia.

Foi um daqueles momentos em que a solenidade abre espaço para a memória. Em uma noite dedicada essencialmente à política e ao futuro, uma lembrança do passado acabou produzindo um dos momentos mais pessoais do encontro.

Encerrada a sessão pública, Pazolini recebeu os cumprimentos dos maçons e convidados. Na sequência, foi servido um coquetel, encerrando a noite em clima de confraternização e conversas informais.

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