Quarta-feira, 16 de Setembro de 2026 | 09h25m
Vitória News — Um jornal de verdade
Política

Paes tem bate-boca virtual com Moro e Bretas e chama os dois de 'delinquentes'

FolhaPress 22/11/2024 11:51

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), se envolveu nesta sexta-feira (22) numa discussão virtual com o senador Sérgio Moro (União-PR), que saiu em defesa do juiz afastado Marcelo Bretas, parceiro na condução dos desdobramentos da Operação Lava Jato.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Paes chamou os dois de delinquentes numa discussão iniciada por uma postagem de Bretas sobre o plano para matar o presidente Lula (PT), o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.

O bate-boca virtual no X teve como origem uma postagem de Bretas na quinta-feira (21), na qual o juiz afastado disserta sobre a tentativa de um crime e a desistência voluntária.

O magistrado não faz referência direta à investigação sobre o plano de assassinato, mas afirma que a legislação "orienta que nenhum pensamento ou desejo humano pode ser considerado criminoso, a não ser que se manifeste e provoque uma conduta injusta que prejudique um bem jurídico". A tese de ausência de infração também foi levantada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

SESC PICASSO

Paes replicou a mensagem de Bretas com o texto: "Delinquente sendo deliquente". Moro respondeu ao prefeito: "Delinquentes eram os seus amigos que ele prendeu".

O prefeito passou então a atacar os dois condutores da Lava Jato.

"Vocês dois são o exemplo do que não deve ser o Judiciário. Destruíram a luta contra a corrupção graças à ambição política de ambos. Você ainda conseguiu um emprego de ministro da Justiça e foi mais longe na política. Esse aí [Bretas] nem isso. Ele era desprezado pelo próprio [Jair] Bolsonaro que fez uso eleitoral das posições dele. E quem me disse isso foi o próprio ex-presidente. Recolha-se à sua insignificância. Aqui você não cresce! Lixo!"

CONTADOR - BONUS

Paes é um dos responsáveis pelo afastamento de Bretas da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, onde conduzia a Lava Jato fluminense. Ele acusou o magistrado no CNJ (Conselho Nacional de Justiça) de atuar de forma política em processos que tratavam sobre corrupção de agentes públicos durante seus dois primeiros mandatos à frente da prefeitura.

A representação foi umas das três que levaram ao afastamento temporário de Bretas, em fevereiro de 2023. O CNJ ainda não concluiu as investigações.

Compartilhe esta notícia
Anuncio - Raimundo - Bonus

Notícias Relacionadas