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Paes projeta avanço sobre petistas e evangélicos e mantém 'núcleo' bolsonarista

FolhaPress 06/09/2024 13:58

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Dados da pesquisa Datafolha mostram que o prefeito Eduardo Paes (PSD) mantém um viés de alta em suas intenções de voto para a reeleição a partir do avanço sobre eleitores petistas e evangélicos, somado à manutenção de um "núcleo de apoio" entre bolsonaristas.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Os resultados vão ao encontro da principal preocupação temática do prefeito, que vem dedicando especial atenção ao eleitorado evangélico. As intenções de voto neste grupo (55%) se aproximaram ainda mais do patamar de todos os entrevistados (59%).

A estratégia de campanha de Paes vem, segundo indicam os dados, dificultando o avanço do deputado Alexandre Ramagem (PL) sobre os eleitores de Jair Bolsonaro (PL), principal fiador de sua candidatura. O ex-presidente o apoia, mas ainda não fez nenhuma agenda pública com ele desde o início da campanha.

A estratificação dos dados do Datafolha não permite falar em crescimento ou queda na maioria dos grupos, já que a margem de erro se amplia com o fatiamento da amostra. Mas a tendência indicada pelas oscilações nas três pesquisas já realizadas dá sinais sobre os avanços dos candidatos.

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O movimento que mais chama atenção é o resultado entre os eleitores evangélicos, geralmente associados ao bolsonarismo.

Paes saiu de 46% no início de julho para 49% no fim de agosto e, agora, aparece com 55%. Ramagem, por sua vez, manteve patamar semelhante nas três pesquisas: 9%, 11% e 12%. A margem de erro nesse grupo foi de 8 pontos em julho e 6 em agosto e setembro.

Contratada pela Folha e pela TV Globo, a pesquisa do Datafolha, registrada no TSE sob o número RJ-07390/2024, ouviu 1.106 eleitores de terça-feira (3) até esta quarta-feira (4). O intervalo de confiança é de 95%.

O principal movimento de Paes no setor foi firmar aliança com o deputado federal Otoni de Paula (MDB). O bolsonarista se tornou coordenador de campanha do prefeito entre evangélicos e vem participando de constantes agendas com o candidato à reeleição.

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Paes também conseguiu apoio de lideranças da Igreja Universal, o que impediu Ramagem de ter a deputada estadual Tia Ju (Repubulicanos), vinculada à denominação, como vice de sua chapa.

Na semana passada, uma sequência de publicações em redes sociais refletiu a vantagem de Paes sobre este eleitorado em relação a Ramagem, apesar da associação ao bolsonarismo.

O prefeito participou de um culto e recebeu bênção do pastor Josué Valandro Jr., da Igreja Batista Atitude, frequentada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. No mesmo dia em que a imagem foi divulgada, Ramagem foi participar de uma cerimônia no mesmo local.

As movimentações do prefeito permitem também a manutenção, a um mês do primeiro turno, do mesmo patamar de apoio entre adeptos de Bolsonaro, mesmo com avanço de Ramagem.

Entre os que se declaram bolsonaristaa, a intenção de voto em Paes oscilou de 42% em julho para 43% no fim de agosto e, agora, é de 40%. Já no grupo de entrevistados que informou ter votado no ex-presidente em 2022, o prefeito teve a seguinte sequência: 43%, 44% e 45%.

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Ramagem registra avanços significativos nesses dois grupos. Entre bolsonaristas, saiu de 17% em julho para 31% dois meses depois. Entre os que votaram em Bolsonaro, foi de 18% para 29%.

O avanço de Paes também tem cores petistas, segundo os dados, apesar da "distância segura" que o prefeito tem mantido do presidente Lula. Paes tem exibido na campanha parcerias com o governo federal, mas ressaltado ter diferenças com o aliado petista.

Paes tinha no início de julho 65% das intenções de voto entre os entrevistados que se declaravam petistas. O percentual foi para 71% no fim de agosto e, agora, está em 74%. Movimento semelhante se deu entre aqueles que votaram no presidente Lula em 2022: saindo de 67% em julho, para 71% em agosto e, agora 73%.

O resultado indica que tem sido infrutífera a tentativa do deputado Tarcísio Motta (PSOL) de reivindicar maior proximidade com as bandeiras progressistas para atrair petistas da cidade. Ele tem a intenção de voto de 12% dos entrevistados que votaram em Lula em 2022 —tinha 15% há dois meses.

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