Quarta-feira, 16 de Setembro de 2026 | 11h55m
Vitória News — Um jornal de verdade
Política

Nunes já foi denunciado sob acusação por porte ilegal e disparo de arma de fogo

FolhaPress 29/02/2024 13:51

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Prefeito de São Paulo e candidato à reeleição, Ricardo Nunes (MDB), 56, já foi denunciado em sua juventude por porte ilegal de arma após um episódio do disparo de pistola em Embu das Artes, na Grande São Paulo.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

O caso que motivou a denúncia aconteceu em uma madrugada de 1996 em uma casa de shows chamada Caipirão, no centro de Embu. Na época, Nunes era um empresário de 28 anos.

A notícia foi publicada inicialmente pelo Metrópoles. A Folha de S.Paulo também teve acesso e analisou o material do processo, de mais de 80 páginas.

A acusação foi baseada no relato de um policial civil que trabalhava como segurança no salão, segundo documentos obtidos pela Folha.

O caso ocorreu por volta das 3h de uma segunda-feira, quando esse policial estava em seu carro e ouviu um disparo de arma de fogo, segundo o que foi registrado em delegacia da cidade. Após o estrondo, ele declarou que saiu do veículo e viu Nunes dar um tiro com uma pistola Imbel calibre 380.

SESC PICASSO

O prefeito afirmou, em nota, que o episódio se tratou de disparo acidental sem consequência, efetuado com arma de terceiro que saiu do local.

Segundo o registro, uma pessoa desconhecida que estaria ao lado Nunes fugiu do local. A arma semiautomática encontrada pertencia a um homem chamado Marcio Garcia, que seria amigo de Nunes.

O policial afirmou ter apreendido a pistola e detido Nunes, conduzindo-o à delegacia.

No distrito policial, Nunes afirmou que seu amigo Marcio foi mover a arma dentro do veículo, quando ela teria disparado acidentalmente. Segundo o depoimento dele, o policial apareceu e pegou a arma debaixo do tapete do banco do passageiro do veículo.

CONTADOR - BONUS

Ainda segundo o relato à época do prefeito, o policial pediu que Nunes o acompanhasse até a delegacia. De acordo com o registro, Nunes não soube informar o endereço do amigo.

O Ministério Público decidiu denunciar Nunes pelo porte da arma municiada e também pelo disparo. No documento, a Promotoria narra o episódio conforme o relato do policial, acrescentando que a perícia constatou que a arma apreendida havia sido disparada recentemente.

Na época, o caso foi enquadrado como uma contravenção, que tinha pena de prisão de 15 dias a seis meses ou multa. Hoje, com o Estatuto do Desarmamento, um caso semelhante poderia acarretar em prisão -no início deste mês o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, foi preso por posse ilegal de arma.

Anuncio - Raimundo - Bonus

No ano seguinte ao episódio, a Promotoria propôs uma transação penal a Nunes, com pagamento através de serviços à comunidade.

O acordo consistia no pagamento de R$ 120 em canecas plásticas, o que equivalente a cerca de R$ 600 em valores atualizados. Consta do processo a nota fiscal da compra de 60 unidades. Com isso, o caso acabou arquivado em 1998.

Questionado sobre o caso, o prefeito afirmou que "o episódio datado há quase 30 anos refere-se a um disparo acidental de arma registrada em nome de outra pessoa e sem consequências para nenhuma parte".

"O depoimento foi atendido prontamente conforme orientação policial na ocasião. Tanto a arma como o veículo onde a mesma foi encontrada pertenciam a terceiro, que deixou o local sem prestar esclarecimento", diz nota enviada pela assessoria do prefeito.

Compartilhe esta notícia

Notícias Relacionadas