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Nunes é recebido com confusão entre claque e sindicato ligado ao PT

FolhaPress 14/03/2024 11:28

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), foi recebido na zona leste paulistana nesta quinta-feira (14) com uma confusão entre sua claque de apoiadores e representantes do Sindsep, sindicato de servidores municipais.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Ao lado da primeira-dama Regina Carnovale Nunes, o prefeito visitou as tendas de atendimento a dengue na UPA Tito Lopes, em São Miguel Paulista, que estava lotada de pacientes.

Os sindicalistas erguiam cartazes pedindo reajuste salarial e dizendo que Nunes abandonou São Paulo. O Sindsep é ligado à CUT, que apoia o PT. Nunes é candidato à reeleição e tem como seu principal opositor o deputado Guilherme Boulos (PSOL), que tem apoio do presidente Lula e do PT.

A claque de Nunes abafou o protesto com gritos de apoio. Integrantes da GCM (Guarda Civil Metropolitana) cercaram os sindicalistas, que tiveram seus cartazes amassados pelos apoiadores do prefeito.

Um deles chamou o grupo de "pão com mortadela" e disse que eles não tinham cara de trabalhadores ou de professores. Em meio aos apoiadores, Nunes não interagiu com os manifestantes.

SESC PICASSO

Os professores municipais protestam por reajuste de salário, e a categoria está em greve. Representante do sindicato presente no protesto na UPA, a professora Luana Bife, 39, diz que o confronto é normal em tempos de eleição e polarização.

"Podem nos chamar de pão com mortadela, mas nossa reivindicação é concreta, é por condições de trabalho", disse. Questionada sobre sua preferência de candidato na eleição, ela evitou falar um nome, mas defendeu que seja do que chama de campo progressista.

Boulos e Nunes lideram tecnicamente empatados a pesquisa Datafolha divulgada nesta semana sobre a corrida eleitoral de 2024 para a Prefeitura de São Paulo.

CONTADOR - BONUS

Com a polarização nacional consolidada no pleito municipal, Boulos marca 30% e Nunes tem 29% —estão isolados do segundo pelotão de pré-candidatos. O psolista tem o presidente Lula como seu cabo eleitoral, enquanto o prefeito conta com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Tabata Amaral (PSB) marca 8%, seguida de Marina Helena (Novo) com 7%, Kim Kataguiri (União Brasil) com 4% e Altino (PSTU) com 2%.

Outros 14% declaram voto em branco ou nulo, enquanto 6% não sabem em quem votar. A margem de erro é de três pontos para mais ou para menos.

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