Aposentados do INSS e trabalhadores CLT passam a ter parcela maior liberada; veja o novo valor em 2026
O reajuste do salário mínimo, em vigor desde 1º de janeiro de 2026, elevou automaticamente o valor máximo das parcelas do crédito consignado para aposentados, pensionistas e trabalhadores com carteira assinada que utilizam essa modalidade de empréstimo.
Com o novo piso nacional fixado em R$ 1.621, o cálculo da margem consignável — que permite comprometer até 35% da renda mensal com empréstimos descontados diretamente do benefício ou do salário — passou a liberar até R$ 567,35 por mês para quem recebe um salário mínimo. Antes do reajuste, esse limite era de R$ 531,30.
A regra da margem consignável não mudou. O que se altera é apenas o valor em reais disponível, já que o cálculo é feito sobre o salário ou benefício atualizado. Além do limite de 35% para empréstimos, seguem existindo margens específicas para cartão de crédito consignado e cartão benefício, conforme a regulamentação vigente.
No caso dos trabalhadores com carteira assinada, o desconto em folha depende de convênios firmados entre empresas e instituições financeiras, mas o percentual de comprometimento da renda segue parâmetros semelhantes, especialmente para quem recebe o salário mínimo.
Especialistas em finanças alertam que o aumento do limite não representa renda extra. O crédito consignado continua sendo uma dívida de longo prazo e deve ser contratado com cautela, levando em conta juros, prazo e o impacto da parcela no orçamento mensal.
A expectativa é de maior procura por crédito consignado nos primeiros meses do ano, período em que muitos beneficiários buscam reorganizar as finanças após despesas concentradas no fim do ano anterior.