Com um novo caso registrado na quarta-feira, 23, o Estado de São Paulo chegou a 37 casos de sarampo em 2026, de acordo com o governo estadual. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), o novo caso foi registrado na capital paulista e o paciente é um homem de 42 anos sem histórico de vacinação.
"Do total, 27 ocorreram em pessoas sem registro de vacinação contra o sarampo ou com esquema vacinal incompleto", cita a pasta, em nota.
Dos 37 casos, dois, identificados entre março e abril, foram importados de outros países.
Os demais, notificados entre junho e agosto, foram identificados e acompanhados pelo Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP) e pelas vigilâncias municipais.
"As equipes realizam a investigação epidemiológica, identificam e monitoram os contatos dos pacientes e, diante de casos suspeitos ou confirmados, adotam as medidas indicadas para interromper a transmissão do vírus, incluindo a vacinação de bloqueio quando necessária", diz a SES-SP.
A secretaria reforça que a imunização é a principal forma de prevenção contra a doença e que a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde dos 645 municípios paulistas.
Quem deve se vacinar?
Bebês
- Aos 12 meses: primeira dose da vacina contra o sarampo.
- Aos 15 meses: segunda dose da vacina contra o sarampo.
Pessoas de 15 meses a 29 anos
- Devem ter duas doses registradas da vacina, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas.
Pessoas de 30 a 59 anos
- Devem ter pelo menos uma dose registrada na caderneta.
Trabalhadores da saúde
- Devem ter duas doses da vacina, independentemente da idade.
Dose zero para bebês
Nos municípios de São Paulo, Guarulhos, São Bernardo do Campo e Santo André, além das doses previstas no calendário, está sendo aplicada a dose zero da vacina tríplice viral em crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias.
"A dose zero não substitui as doses previstas no calendário vacinal. Mesmo que seja vacinada antes de completar 1 ano, a criança deverá receber normalmente a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses", reforça a pasta.