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Política

No RJ, Ruas e Paes concentram 92% das despesas declaradas na disputa pelo governo

Estadão Conteúdo 14/09/2026 17:03

Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD) concentram cerca de 92% das despesas declaradas até aqui pelos candidatos ao governo do Rio de Janeiro. Juntas, as duas campanhas registram aproximadamente R$ 19,9 milhões dos cerca de R$ 21,6 milhões informados pelas nove candidaturas analisadas em levantamento do Broadcast Político, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, com dados do DivulgaCandContas, da Justiça Eleitoral.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Ruas aparece com o maior volume de despesas, cerca de R$ 12,4 milhões. A maior rubrica é pessoal, com R$ 5,81 milhões, seguida por serviços prestados por terceiros, com R$ 3,65 milhões. A campanha também registra R$ 691 mil em impulsionamento de conteúdo, R$ 551,7 mil em publicidade por adesivos e R$ 517,6 mil em materiais impressos.

Paes vem em seguida, com aproximadamente R$ 7,5 milhões. Mais de R$ 5,1 milhões foram destinados a serviços prestados por terceiros, enquanto despesas com pessoal somam R$ 1,89 milhão. A campanha ainda declarou R$ 200 mil em serviços advocatícios e R$ 160 mil em impulsionamento de conteúdo.

A ordem dos gastos não se repete nas pesquisas de intenção de voto. Datafolha divulgado na sexta-feira, 11, mostra Paes na liderança, com 43%, enquanto Ruas aparece com 25%. Na comparação com o levantamento de 21 de agosto, Ruas avançou de 19% para 25%, e Paes passou de 41% para 43%, oscilação dentro da margem de erro. Com isso, a vantagem entre os dois passou de 22 para 18 pontos porcentuais. A pesquisa, contratada pela Globo e pela Folha de S.Paulo, tem margem de erro de três pontos porcentuais.

SESC PICASSO

Garotinho (Republicanos), terceiro colocado no Datafolha, com 10%, declarou aproximadamente R$ 433 mil em despesas. Sua principal rubrica é a produção de programas de rádio, televisão ou vídeo, com R$ 200 mil, seguida pelo impulsionamento de conteúdos, com R$ 160 mil. Serviços advocatícios somam outros R$ 50 mil.

William Siri (PSOL), que marca 2% no Datafolha, registra cerca de R$ 707,5 mil em despesas, valor superior ao declarado por Garotinho. A campanha destinou R$ 142,5 mil a atividades de militância e mobilização de rua, R$ 116,25 mil a serviços prestados por terceiros e R$ 103,9 mil à locação ou cessão de imóveis.

André Marinho (Novo) registra cerca de R$ 383,5 mil. Serviços prestados por terceiros representam R$ 193,8 mil, enquanto R$ 139,7 mil foram destinados a pessoal e R$ 22 mil a impulsionamento de conteúdos. No Datafolha, Marinho também aparece com 2%.

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Cyro Garcia (PSTU) soma aproximadamente R$ 135,6 mil em despesas, dos quais R$ 70 mil foram destinados a serviços de terceiros e R$ 35 mil a serviços advocatícios. Coronel Busnello (Missão) registra cerca de R$ 63,2 mil, com R$ 34,8 mil em despesas com pessoal.

Juliete (UP) declarou aproximadamente R$ 1,9 mil, quase todo o montante destinado à publicidade por carro de som. Luan Monteiro (PCO) não tinha despesas lançadas no sistema até o momento do levantamento.

O levantamento considera as despesas disponibilizadas pelas campanhas à Justiça Eleitoral no DivulgaCandContas. Como as prestações são atualizadas ao longo da campanha, os valores refletem o que estava disponível no sistema no momento da consulta.

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