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'Não podemos votar em qualquer tranqueira', diz Lula em evento

FolhaPress 28/05/2025 15:39

CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) - O presidente Lula (PT) aproveitou uma cerimônia de assinatura de obras ligadas à transposição do rio São Francisco, em Pernambuco, para apontar a paralisia do governo federal passado e dar um recado sobre as eleições do próximo ano.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

"A gente não pode votar em qualquer tranqueira para governar este país", disse ele, que cumpre duas agendas no Nordeste nesta quarta-feira (28).

"O compromisso que vocês têm que ter não é comigo, é com os filhos de vocês, é com os netos de vocês, é com os pais de vocês. A gente não pode votar em qualquer tranqueira para governar esse país. É preciso votar em gente que tem compromisso, que tem dignidade", disse o presidente.

"Porque esse país não pode mais sofrer o retrocesso que nós sofremos nos últimos seis anos", completou o presidente, antes de citar números de obras de casas e creches que teriam ficado paralisadas no período do antecessor, Jair Bolsonaro (PL).

Sem citar o nome do ex-presidente, Lula falou que o governo passado "ficou quatro anos mentindo para o povo, fazendo fake news, até contra Covid".

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Em Pernambuco, Lula participou da assinatura da ordem de serviço, no valor de R$ 491,3 milhões, para duplicar a capacidade de bombeamento de água no eixo norte do Projeto de Integração do São Francisco, nas estações de bombeamento que ficam nas cidades de Cabrobó, Terra Nova e Salgueiro.

O avião do presidente pousou pela manhã em Juazeiro do Norte (CE), onde Lula foi recebido pelo governador do Ceará Elmano de Freitas (PT) e pela governadora de Pernambuco Raquel Lyra (PSD). Depois o petista seguiu de helicóptero para Salgueiro (PE), onde ocorreu a cerimônia de assinatura da ordem de serviço.

Segundo o governo federal, a obra no eixo norte amplia a capacidade de 24,75 metros cúbicos por segundo para 49 e beneficia 237 municípios nos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. A obra deve ser concluída em janeiro de 2028.

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Em seu discurso, o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, falou sobre o impacto da obra de transposição para a população, iniciada no primeiro mandato de Lula. "Em 2023, quando assumimos, nós encontramos a transposição praticamente parada", disse ele, em referência ao governo anterior.

O governo passado também recebeu críticas do ministro Rui Costa (PT). "Ao invés de acolher e conversar com governadores e prefeitos, ele [Bolsonaro] perseguia, paralisava obras. Lula retomou o diálogo e o entendimento, independente de partido político", disse o chefe da Casa Civil, em seu discurso.

"Sobre o Nordeste, a história pode se dividir entre antes de Lula e depois de Lula", exaltou Costa.

O governador Elmano de Freitas também enalteceu o presidente Lula ao lembrar que a obra de transposição do rio "se falava há séculos", mas "precisou um filho do sertão de Pernambuco para tirar a obra do papel".

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Rachel Lyra endossou a importância da obra e reagiu a algumas vaias da plateia.

"Tem muito mais coisa que nos une aqui nesse palanque do que nos separa e o que nos une é o amor pelo nosso estado. Época de eleição é época da eleição. Agora é tempo de união para fazer nosso estado crescer, mas não deixar ninguém para trás e, para isso, presidente, a gente precisa sempre do senhor", disse ela.

Depois da agenda em Pernambuco, Lula segue para a Paraíba, onde participa da inauguração do trecho 1 do Ramal do Apodi, no município de Cachoeira dos Índios. Com 115,5 km de extensão, a estrutura liga a Barragem Caiçara (PB) à Barragem Angicos (RN).

A obra, iniciada em 2021, tem entrega prevista para outubro de 2026. O investimento é de R$ 1,45 bilhão. Segundo o governo federal, o ramal atenderá cerca de 750 mil pessoas em 54 municípios da Paraíba e do Rio Grande do Norte.

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