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Economia

Motta sobre risco de greve dos caminhoneiros: Câmara estará atenta, momento é de união

Estadão Conteúdo 18/03/2026 13:49

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que vê com preocupação o aumento do preço dos combustíveis e atribuiu a alta à guerra do Irã, mas pregou "união"" e disse que a Câmara agirá com celeridade, ao comentar sobre o risco de deflagração de uma greve dos caminhoneiros. As declarações ocorreram à imprensa nesta quarta-feira, 18.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

"É importante se explicar à sociedade brasileira o que está acontecendo. Essa alta dos combustíveis se dá nesse momento por um episódio internacional que não tem, digamos, a voluntariedade do Brasil nesse episódio", declarou o parlamentar. "Nós temos uma guerra no Irã que interfere em toda a cadeia de petróleo do mundo. E isso levou, nos últimos dias, a ter um aumento rápido e muito considerável no preço do barril do petróleo, o que incide no aumento do preço dos combustíveis de forma mundial", continuou.

Motta prosseguiu: "No Brasil não é diferente. Nós temos um modal rodoviário de logística interna. Nós temos predominantemente esse modal rodoviário, ou seja, nós dependemos dos serviços para a logística dos caminhoneiros que estão nas estradas todos os dias transportando aquilo que é importante para que o País possa funcionar".

Na sequência, o presidente da Câmara admitiu preocupação com o aumento do preço dos combustíveis. "É claro que sempre nos preocupa quando temos uma alta de combustíveis que vem a incidir diretamente no custo do dia a dia desse modal rodoviário que nós temos."

SESC PICASSO

Motta acrescentou: "O que eu posso garantir é que a Câmara estará atenta, como esteve também no momento em que tivemos as tarifas sendo impostas ao Brasil. E aqui, naquilo em que dependeu do Parlamento, nós fomos extremamente céleres, extremamente pró-ativos para ajudar o País nesses momentos de dificuldade."

O presidente da Câmara também pregou união e estabilidade neste momento. "Eu penso que o momento é de união. Nós não queremos um desequilíbrio nos preços do País. Nós queremos que a estabilidade possa ser mantida. Nós não queremos que os caminhoneiros sejam prejudicados com essa alta dos preços do petróleo", afirmou.

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Em seguida, Motta mencionou as medidas anunciadas pelo governo federal que envolvem a zeragem de impostos sobre o diesel. "Nós vamos, no âmbito da discussão dessa Medida Provisória, poder, se necessário for, sugerir mais alguma medida de iniciativa do Parlamento. O que eu posso garantir é, como aqui reafirmei, que nós estamos vigilantes e prontos para agir", declarou.

Conforme mostrou o Broadcast Político, o assunto repercutiu no plenário da Câmara na terça-feira, 17, com críticas da oposição e discursos de governistas em defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na mesma noite, o vice-presidente Geraldo Alckmin também disse não ver razão para a deflagração de uma greve dos caminhoneiros.

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