Vladimir Padrino pede apoio internacional e reforça denúncia de agressão após ofensiva anunciada por Washington
O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, classificou como “vil e covarde” o ataque atribuído aos Estados Unidos contra alvos em território venezuelano. A declaração foi feita neste sábado (3), em meio à escalada da crise diplomática e militar entre os dois países.
Segundo Padrino, a ofensiva representa uma violação grave da soberania nacional e do direito internacional. O ministro afirmou que a ação teria sido planejada para desestabilizar o país e atingir suas instituições, reforçando o discurso adotado pelo governo venezuelano desde o anúncio dos ataques.
Durante o pronunciamento, Vladimir Padrino também apelou à comunidade internacional, pedindo apoio de governos, organismos multilaterais e entidades internacionais diante do que classificou como uma agressão externa. De acordo com ele, a Venezuela busca respaldo diplomático para conter a escalada e garantir o respeito à integridade territorial do país.
A fala do ministro ocorre no mesmo dia em que a vice-presidente Delcy Rodríguez declarou que o governo desconhece o paradeiro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, exigindo dos Estados Unidos a apresentação de prova de vida do casal após o anúncio de que teriam sido retirados do país.
Até o momento, autoridades norte-americanas não apresentaram provas públicas que confirmem a captura ou o destino de Maduro. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que mais detalhes seriam divulgados em coletiva de imprensa, enquanto o governo venezuelano mantém estado de emergência e mobilização das Forças Armadas.
A combinação entre o endurecimento do discurso oficial, o pedido de ajuda internacional e a ausência de informações verificáveis sobre o paradeiro do presidente venezuelano mantém o cenário de incerteza e amplia a pressão diplomática sobre os próximos passos da crise.
Pedido de apoio internacional
Ao solicitar apoio da comunidade internacional, o ministro da Defesa da Venezuela sinaliza uma estratégia de ampliação do confronto no campo diplomático, buscando respaldo político e institucional para contestar a ofensiva dos Estados Unidos e pressionar por esclarecimentos sobre os desdobramentos da operação.