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Mercado rural cria 36 mil vagas formais em janeiro

Setor respondeu por três em cada dez empregos gerados no país, com destaque para culturas de soja e maçã

Vitória News 15/03/2026 08:10
Mercado rural cria 36 mil vagas formais em janeiro
Foto: Tomaz Silva/ABr

O mercado de trabalho rural brasileiro criou 36.288 empregos formais em janeiro, segundo dados divulgados pela Confederação Nacional de Municípios (CNM). O setor respondeu por três em cada dez vagas abertas no país no período, com 246.259 admissões e 209.971 desligamentos.

Apesar do saldo positivo, o resultado ficou abaixo do registrado em anos anteriores. Em janeiro de 2025, foram 54.673 novos postos formais, enquanto em janeiro de 2024 o saldo havia sido de 39.466 vagas.

O levantamento mostra que, entre os 4.730 municípios com movimentação no mercado de trabalho agropecuário, 2.286 registraram expansão no emprego rural, enquanto 2.125 tiveram redução no número de trabalhadores formais.

Entre as cidades com maior geração de empregos, Vacaria (RS) liderou com 6.200 vagas abertas. Em seguida aparecem Santa Cruz do Sul (RS), com 1.500 postos, e Bom Jesus (RS), com 1.200. A expansão nesses municípios foi impulsionada principalmente pelas cadeias produtivas da maçã e do fumo.

Pequenos municípios tiveram papel central na geração de empregos. Cidades de menor porte responderam por cerca de 60% das novas vagas, o equivalente a aproximadamente 21.900 postos. Já municípios de maior porte registraram saldo negativo de 481 empregos.

Entre as atividades econômicas, a cultura da soja foi a que mais gerou empregos no mês, com cerca de 9.300 vagas distribuídas em 1.139 municípios. A produção de maçã respondeu por aproximadamente 9.000 postos em 34 cidades, enquanto o processamento de fumo gerou cerca de 2.900 empregos em 15 municípios.

Outras atividades ligadas ao cultivo agrícola, colheita, abate de aves e produção de couro também contribuíram para o saldo positivo, com cerca de 6.100 vagas adicionais.

Por outro lado, alguns segmentos registraram retração no número de empregos. A produção de laranja perdeu cerca de 2.100 postos em 329 municípios, enquanto a indústria de conservas de frutas registrou redução de aproximadamente 1.600 vagas em 309 cidades. O setor de apoio à agricultura teve queda de cerca de 1.200 postos distribuídos em 1.401 municípios.

Na divisão por porte populacional, os municípios pequenos concentraram mais da metade das admissões do setor, com cerca de 124.700 contratações, o equivalente a 50,6% do total. A agropecuária e a agroindústria concentraram aproximadamente 80% das admissões registradas no período.

Regionalmente, o Sul do país apresentou o maior crescimento, com cerca de 21.700 vagas criadas, impulsionadas principalmente pela produção de maçã. O Centro-Oeste registrou 16.700 novos empregos, com destaque para a expansão da cultura da soja.

Em contraste, o Nordeste apresentou saldo negativo de aproximadamente 4.400 postos, principalmente devido à retração na cultura de açúcar.

Entre os estados, o Rio Grande do Sul liderou a geração de empregos formais no campo, com saldo de 14.300 vagas, seguido por Mato Grosso, com 11.600 postos. As regiões Sudeste e Norte também registraram crescimento, com 1.800 e 1.100 vagas, respectivamente.

Segundo a CNM, apesar da queda de 33,6% no saldo de empregos em relação a janeiro de 2025, o setor agropecuário segue desempenhando papel relevante no mercado de trabalho formal brasileiro. Desde 2022, o agro tem sido responsável por cerca de 32,3% das vagas formais criadas no país.

Dados consolidados do levantamento foram divulgados no Informativo Emprego no Campo.

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