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Marta entrega carta de demissão a Nunes após dizer a Lula que aceita ser vice de Boulos

FolhaPress 09/01/2024 19:32

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A demissão da secretária municipal Marta Suplicy da gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) foi confirmada no início da noite desta terça-feira (9).

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Marta havia dito ao presidente Lula em Brasília na segunda-feira (8) que aceita ser vice na chapa de Guilherme Boulos (PSOL) à Prefeitura de São Paulo.

Nunes, que é pré-candidato à reeleição, e Marta se reuniram na prefeitura por cerca de duas horas. Ela saiu sem falar com jornalistas e não comentará o assunto. O secretário de Governo, Edson Aparecido (MDB), e o marido da ex-prefeita, Márcio Toledo, também participaram do encontro.

Antes do Natal, Lula já tinha ligado para Marta sinalizando o desejo de que ela se filiasse ao PT para integrar a chapa de Boulos na corrida pela Prefeitura de São Paulo.

Os dois voltaram a se falar em reunião em Brasília nesta segunda. A ex-prefeita também esteve em cerimônia alusiva ao aniversário de um ano dos ataques de 8 de janeiro.

SESC PICASSO

Nunes decidiu demitir Marta, preparou a carta de exoneração e marcou uma reunião com ela.

De acordo com aliados, o prefeito recebeu novas evidências de que, de fato, Marta estava planejando migrar para a campanha de Boulos pelas suas costas. Interlocutores de Nunes dizem que ele ficou profundamente magoado e perdeu a confiança em Marta.

A possibilidade de que Marta voltasse ao PT para ser vice de Boulos foi revelada pela Folha de S.Paulo em novembro.

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Após ter sido ministra do Turismo no segundo mandato de Lula na Presidência, se eleger para o Senado em 2010 e ser ministra da Cultura do primeiro mandato de Dilma Rousseff, Marta rompeu com o PT e deixou a sigla em 2015.

No ano seguinte, 2016, votou a favor do impeachment de Dilma. Marta passou pelo MDB e Solidariedade e está, atualmente, sem partido.

Ela se reaproximou de Lula e do PT a partir de 2019 e, na campanha de 2022, atuou no segundo turno para a consumação do apoio de Simone Tebet ao PT.

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