A Comissão de Infraestrutura da Assembleia Legislativa discutiu a manutenção da Ciclovia da Vida, na Terceira Ponte, após relatos de rachaduras na estrutura. A reunião foi conduzida pelo deputado Alexandre Xambinho (Podemos) e contou com representantes do Crea-ES, da Ceturb-ES e da empresa responsável pela obra.
Rachaduras e inspeções
O engenheiro Geraldo Rossoni Sisquini, do Crea-ES, explicou que as fissuras não comprometem a segurança da ciclovia, mas podem causar sensação de insegurança entre os usuários. “É algo que estamos acompanhando com inspeções rotineiras. Tecnicamente, não há risco, mas o usuário precisa se sentir seguro”, afirmou.
Vídeos e relatos de ciclistas motivaram vistoria técnica na semana passada. O engenheiro Paulo Tarso destacou que o problema foi identificado e solucionado no momento da inspeção. “Não houve risco de queda, mas é uma estrutura que precisa de manutenção constante”, disse.
Gestão da Terceira Ponte
A ciclovia foi inaugurada em agosto de 2023, junto com a ampliação de faixas da ponte. Desde dezembro do mesmo ano, a gestão da Terceira Ponte passou para a administração pública, sob responsabilidade da Ceturb-ES.
Xambinho questionou como estão sendo feitas as inspeções após o fim da concessão privada. A diretora de Gestão de Rodovias da Ceturb-ES, Natasha de Oliveira Solleiro, explicou que as manutenções ocorrem de forma contínua, em parceria com o DER e a Semobi. “Estamos em tempo integral na ponte com vistoria, manutenção e intervenção quando necessária”, disse.
José Eduardo de Oliveira, diretor da Semobi, acrescentou que está em andamento o processo de contratação de uma empresa para reforçar os serviços. “Seguimos com todos os cuidados na estrutura até a contratação definitiva”, afirmou.
Empresa responsável defende a obra
Representante da Metalvix, empresa que integrou o consórcio construtor, Daniel Santos reforçou a segurança da estrutura. Segundo ele, diferenças de comportamento entre aço e concreto em uma ponte desse porte podem gerar situações esperadas, mas sem risco para os usuários. “É uma obra complexa e de grande orgulho, que em hipótese alguma coloca a população em risco”, declarou.