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Política

Manifestação no Rio relembra 8 de janeiro e rejeita anistia

Ato na Cinelândia marca três anos dos ataques aos Três Poderes e defende punição aos envolvidos

Vitória News 09/01/2026 07:10

Centrais sindicais e movimentos sociais realizaram, nesta quinta-feira (8), um ato na Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, em defesa da democracia e contra qualquer proposta de anistia aos responsáveis pelos ataques de 8 de janeiro de 2023. A mobilização marcou três anos dos atos que culminaram na invasão e depredação das sedes do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal, em Brasília.

A manifestação reuniu representantes de entidades sindicais e organizações políticas que destacaram a necessidade de vigilância permanente diante de ameaças ao Estado Democrático de Direito. O discurso predominante foi o de que as condenações já impostas pelo Judiciário cumprem papel pedagógico e histórico, ao reafirmar a centralidade da Constituição e a responsabilização de agentes públicos e civis envolvidos na tentativa de ruptura institucional.

Entre os organizadores, houve crítica direta a iniciativas que buscam reduzir penas ou conceder perdão aos condenados, sob o entendimento de que tais medidas equivalem, na prática, à anistia. Também foi enfatizada a importância da mobilização social contínua como resposta a movimentos extremistas e como forma de pressionar o Parlamento contra retrocessos.

Três anos dos ataques

Em 8 de janeiro de 2023, milhares de manifestantes avançaram sobre a Esplanada dos Ministérios, romperam barreiras de segurança e atacaram as sedes dos Três Poderes, contestando o resultado das eleições e a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, empossado havia poucos dias.

Três anos depois, o Supremo Tribunal Federal já condenou 1.399 pessoas pelos atos golpistas, conforme dados atualizados pelo gabinete do ministro Alexandre de Moraes. Do total, 179 pessoas estão presas, sendo 114 em regime fechado após o trânsito em julgado, além de condenações em regime domiciliar e prisões preventivas.

As decisões judiciais alcançam o ex-presidente Jair Bolsonaro e ex-integrantes de seu governo, responsabilizados por planejar ações para impedir a posse presidencial, além de ex-integrantes da cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal condenados por omissão.

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