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Economia

Lula volta a criticar privatização da Eletrobras

FolhaPress 26/08/2024 14:24

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar, nesta segunda-feira (26), a privatização da Eletrobras, afirmando se tratar de um "crime de lesa pátria".

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Lula disse que seu antecessor, Jair Bolsonaro (PL), sentia orgulho de dizer que não entendia de economia e, por isso, tercerizou para o ministro Paulo Guedes, para "destruir o país".

"Eu sonhei que a Eletrobras seria tão importante quanto a Petrobras nesse país", disse o presidente, durante o lançamento da nova Política Nacional e Transição Energética, na sede do Ministério das Minas e Energia.

"E é com muita tristeza que eu volto à Presidência da República e encontro a Eletrobras privatizada. Na verdade, não a privatizaram, cometeram um crime de lesa pátria contra o povo brasileiro, entregando uma empresa dessa magnitude", declarou o presidente.

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Lula também defendeu que a Petrobras tenha como uma de suas missões ajudar outras empresas brasileiras.

O mandatário afirmou que a política de mineração brasileira está ultrapassada. Ele ressaltou a existência de reservas de minerais críticos e as comparou ao pré-sal, afirmando elas podem ser um "passaporte" para a melhoria de condições do povo.

Antes do evento, o presidente participou no mesmo local de reunião extraordinária do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética), na sede do Ministério das Minas e Energia.

Estavam na reunião alguns ministros, como Alexandre Silveira (Minas e Energia), Fernando Haddad (Fazenda), Rui Costa (Casa Civil), Simone Tebet (Planejamento), Carlos Fávaro (Agricultura) e Marina Silva (Meio Ambiente).

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Lula chamou de "mentira" o argumento de que o privado executa melhor as funções que o Estado. O presidente também exaltou o papel da usina hidrelétrica de Itaipu, embora reconhecendo que um empreendimento dessa magnitude não estaria em linhas com as exigências ambientais atuais.

"Eu fico imaginando hoje que a gente não faria uma Itaipu. Hoje as exigências ambientais não deixaram fazer uma Itaipu, mas vamos ser francos, a Itaipu é um monumento à inteligência da engenharia brasileira", afirmou.

O presidente também afirmou que a Petrobras tem como um de seus papéis ajudar as outras empresas brasileiras a crescer. E nesse momento defendeu a exigência de conteúdo nacional e criticou a postura anterior dos brasileiros, incluindo compras governamentais no acordo entre Mercosul e União Europeia.

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"Fazer a Petrobras entender que ela não é apenas uma empresa de petróleo, de gás. A Petrobras é empresa de investimento em pesquisa, em inovação e para ajudar as empresas brasileiras a crescer, daí porque a necessidade de conteúdo nacional", afirmou o presidente.

"Os vira-latas deste país queriam abolir compras governamentais e colocar compras governamentais no acorda com a União Europeia. Nós falamos não", completou.

Ainda sobre a empresa de petróleo, o presidente disse que ela não "tem o direito de queimar gás". "Ela tem o direito de trazer o gás e colocar o gás à disposição desse povo. Para que o povo pobre possa fazer comida, se não vai fazer a volta à lenha", afirmou.

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