Quarta-feira, 16 de Setembro de 2026 | 10h42m
Vitória News — Um jornal de verdade
Política

Lula ouve vaias e aplausos em marcha de prefeitos e reforça ações do governo para aplacar cobranças

FolhaPress 21/05/2024 14:15

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou na manhã desta terça-feira (21) da 25ª Marcha dos Prefeitos e reforçou ações do governo em meio a cobranças dos municípios.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Lula recebeu vaias de uma parte dos prefeitos, quando subiu ao palco, ouvindo gritos de "fora Lula". Na sequência a movimentação foi eclipsada por uma onda de aplausos.

No discurso, o presidente falou sobre medidas de sua gestão, como um acordo para a desoneração da folha de pagamento anunciado na semana passada, em um contexto em que a pressão dos municípios vinha crescendo frente à questão.

O mandatário também mencionou novas regras para os municípios financiarem suas dívidas.

O presidente ignorou as vaias que recebeu ao subir o palco e elogiou a civilidade dos prefeitos, afirmando que eles não devem perder essa característica em momento de polarização.

"Não permitam que as eleições deste fim de ano façam que vocês percam a civilidade. Esse país está precisando de civilidade, de harmonia, de muito mais de compreensão", afirmou.

Lula participou da cerimônia e abertura da marcha que é organizada pela Confederação Nacional dos Municípios. Também estavam presentes os presidentes da Câmara e do Senado, respectivamente Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

SESC PICASSO

O presidente levou para o evento cerca de 20 ministros, entre eles Fernando Haddad (Fazenda), Rui Costa (Casa Civil), Alexandre Padilha (Relações Institucionais), Camilo Santana (Educação) e Simone Tebet (Planejamento).

O presidente falou sobre os termos do acordo sobre desoneração da folha de pagamento, que já havia sido divulgado na semana passada e que foi seguido de uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) a respeito.

"Depois de muita discussão, vou falar sobre a desoneração da folha dos municípios. O governo federal, junto com a STF, Câmara e Senado, estabeleceu a manutenção da alíquota da previdência dos municípios em 8%. Pedido realizado pela AGU [Advocacia-Geral da União] e a liminar concedida pelo ministro Cristiano Zanin na sexta-feira", afirmou o presidente.

CONTADOR - BONUS

"A liminar suspende o retorno da alíquota de 20 para 60 dias. A matéria será detalhada em projeto de lei 1847 apresentado pelo senador Efraim Filho, do União, e terá como relator o Jaques Wagner (PT-BA). O que é mais importante, companheiro Jaques, é que temos no máximo 60 dias para votar esse projeto de lei. Então vamos ter que trabalhar com muita urgência para que os prefeitos não sejam prejudicados", completou.

A principal reivindicação dos Executivos municipais, nesta marcha, é a desoneração da folha de pagamento dos municípios.

Na semana passada, o governo federal e o Congresso fecharam um acordo para garantir a desoneração das prefeituras em 2024 e buscar um acordo, no âmbito do Congresso Nacional, para que haja aumento gradual nos próximos anos.

Prefeituras que não têm regimes próprios de Previdência recolhem hoje 20% sobre a folha de pagamento dos servidores para o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). O Congresso havia baixado o percentual para 8% para municípios com até 156 mil habitantes, índice que será mantido neste ano.

No entanto, ainda não há acordo sobre como será escalonado esse aumento no porcentual.

Anuncio - Raimundo - Bonus

Em sua fala inicial, o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, reclamou que algumas entidades, como times de futebol e filantrópicas, não pagam os mesmos tributos. "Por que nós, que prestamos serviços para a sociedade, temos que pagar 22%? Nós temos que sentar e acertar", afirmou.

Lula também anunciou um novo calendário para as dívidas previdenciárias dos municípios e também novas regras para o pagamento de precatórios, mas não as detalhou.

"Novas regras para financiamento e dívidas previdenciárias dos precatórios. O governo apresentará novo prazo para dívidas previdenciárias dos municípios com renegociação de juros e teto máximo de comprometimento da receita corrente líquida", afirmou o presidente.

"O governo apresenta novas regras para pagamento de precatórios a fim de facilitar a liquidação dos mesmos e aliviar a conta pública dos municípios por meio de um teto máximo de comprometimento da receita corrente líquida do órgão", completou.

Lula também falou sobre o programa Minha Casa Minha Vida para municípios de até 50 mil habitantes, iniciativa que está em vigor desde novembro do ano passado.

Compartilhe esta notícia

Notícias Relacionadas