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Lula defende dois Estados e critica ataques a civis em Gaza

Vitória News 23/09/2025 11:46

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (22) que a paz no Oriente Médio depende da concretização da solução de dois Estados: um Estado da Palestina e um Estado de Israel, convivendo de forma pacífica e reconhecida pela comunidade internacional.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

O posicionamento foi apresentado durante a segunda sessão da Conferência Internacional de Alto Nível para a Resolução Pacífica da Questão Palestina, realizada em Nova York, nos Estados Unidos, evento convocado por França e Arábia Saudita e que antecede a 80ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

Em discurso, Lula disse que “o que está acontecendo em Gaza não é só o extermínio do povo palestino, mas uma tentativa de aniquilamento de seu sonho de nação. Tanto Israel quanto a Palestina têm o direito de existir”. O presidente reforçou que a paz, a segurança e a estabilidade da região passam pela criação de um Estado palestino independente, dentro das fronteiras de 1967, incluindo a Faixa de Gaza, a Cisjordânia e com Jerusalém Oriental como capital.

SESC PICASSO

O chefe do Executivo brasileiro destacou ainda que a questão palestina remonta há 78 anos, quando a Assembleia Geral da ONU aprovou o Plano de Partilha, prevendo a formação de dois Estados. “O conflito entre Israel e Palestina é símbolo maior dos obstáculos enfrentados pelo multilateralismo. Ele mostra como a tirania do veto sabota a própria razão de ser da ONU, de evitar que atrocidades como as que motivaram sua fundação se repitam”, afirmou.

Lula também defendeu a criação de um órgão internacional inspirado no Comitê Especial contra o Apartheid, que desempenhou papel fundamental no fim da segregação racial na África do Sul. Segundo ele, “assegurar o direito de autodeterminação da Palestina é um ato de justiça e um passo essencial para restituir a força do multilateralismo e recobrar nosso sentido coletivo de humanidade”.

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O presidente ressaltou que o Brasil condenou os atos praticados pelo grupo Hamas, mas observou que o direito de defesa não pode justificar ataques indiscriminados contra civis. “Nada justifica tirar a vida ou mutilar mais de 50 mil crianças, destruir 90% dos lares palestinos e usar a fome como arma de guerra, nem alvejar pessoas famintas em busca de ajuda”, disse Lula, ao criticar a violência na região.

Com a fala, Lula buscou reforçar o papel do Brasil como defensor da solução diplomática e multilateral para conflitos internacionais, reafirmando a posição histórica do país em favor da coexistência pacífica entre Israel e Palestina.

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