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Política

Lula critica uso político de hospitais e diz que é preciso transformar 2026 no ano da verdade

Estadão Conteúdo 15/02/2026 13:59

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o uso político da infraestrutura pública de saúde. Ao participar, neste domingo, da cerimônia de inauguração do novo Centro de Emergência 24h para crianças e adultos do Hospital Federal Cardoso Fontes, o presidente disse que a unidade, em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, sempre foi "peça de troca" em campanhas eleitorais.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

"O Cardoso Fontes sempre foi utilizado politicamente. Todos os hospitais federais sempre foram", disparou. "Nós estamos entregando dignidade e decência ao povo brasileiro. Quem hoje passa aqui pela frente pensa que é um hospital privado. Mas é um hospital público".

A transição da gestão da unidade para a Secretaria Municipal de Saúde foi firmada em dezembro de 2024. Com a ampliação do investimento federal, foram repassados R$ 150 milhões para o município, além de R$ 610 milhões anuais do Teto MAC, para custeio de serviços de saúde de média e alta complexidade.

SESC PICASSO

Lula fez uma visita às alas e cumprimentou trabalhadores da Secretaria Municipal de Saúde. Ele não falou com a imprensa.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), destacou que a municipalização da gestão do hospital foi abraçada na atual presidência. Já o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, garantiu que a unidade estará de portas abertas na noite deste domingo.

"Os hospitais federais do Rio de Janeiro passaram por um apagão e esse apagão se deve à família Bolsonaro. Chegava a ter situação de trabalhadores desse hospital pagar pedágio para a milícia que dominava o estacionamento", declarou Padilha. "Estamos devolvendo esse hospital para seus verdadeiros donos: o povo do Rio de Janeiro."

O ministro afirmou que a unidade passou de pouco mais de 2 mil cirurgias antes da intervenção para 3.400. Ele elogiou a decisão do presidente de apresentar, pela primeira vez, um grande plano de estruturação para os cinco hospitais federais do Rio de Janeiro.

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Lula enfatizou em discurso que os hospitais federais deveriam ser referência no atendimento para que as demais esferas governamentais também se sintam permanentemente obrigadas a manter em bom estado as estruturas públicas de saúde.

"As pessoas terem acesso aos mesmos exames, cirurgias e medicamentos que tem o presidente não é favor, é respeito".

A agenda do presidente no Rio de Janeiro ainda prevê a ida ao Sambódromo para acompanhar o desfile da Acadêmicos de Niterói. A escola, cujo enredo faz uma homenagem à trajetória do político, abre a primeira noite do Grupo Especial na Marquês de Sapucaí. A presença de Lula deve se restringir ao camarote da Prefeitura do Rio.

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Ao ser questionado pela imprensa, o ministro Padilha comentou a orientação sobre a conduta dos representantes do governo durante o desfile. "Eu não sei de nenhum ministro que vá desfilar", afirmou. "Não é a primeira vez que governa o país. Há recomendações claras em qualquer ano de eleição e nós sempre as seguimos nas outras vezes."

REGRAS DE DEBATE POLÍTICO

Em seu pronunciamento, Lula disse que é preciso "transformar 2026 no ano da verdade".

"O Brasil se encontrou consigo mesmo e a verdade vai destruir a mentira que foi contada nesse país por tanto tempo. Não vou citar nomes, mas vocês sabem quem mente", declarou.

Ele criticou a disseminação de notícias falsas nas redes sociais, bem como o uso excessivo de celulares. "Mentira leva à violência. O humanismo esta desaparecendo e virando algoritmo. Estamos sendo utilizados para um monte de coisa ruim", afirmou citando casos de violência contra a mulher.

Após o evento em Jacarepaguá, Lula seguiu para Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

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