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Política

Lula convida empresários e banqueiros para jantar após Flávio se reunir com executivos

Estadão Conteúdo 30/08/2026 20:39

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convidou banqueiros e empresários para um jantar, nesta segunda-feira, 31, em Brasília. A reunião ocorre quatro dias depois de o senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL, ter apresentando seu plano de governo para representantes do mercado financeiro, em São Paulo.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Lula quer estabelecer pontes com esses segmentos, que nunca foram próximos do PT e veem sua candidatura à reeleição com ressalvas, embora também manifestem desconfiança em relação a Flávio.

A lista de convidados inclui Rubens Ometto, da Cosan, os irmãos Joesley e Wesley Batista, da J&F, José Seripieri Filho, da Amil, e Luiz Carlos Trabuco, presidente do Conselho de Administração do Bradesco. Também foram enviados convites para os banqueiros Milton Maluhy, do Itaú e André Esteves, do BTG. Os três se encontraram com Flávio em São Paulo.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, tem sido até agora o porta voz de Lula nas conversas com a Faria Lima. Durigan esteve em várias reuniões com banqueiros e empresários, recentemente, na tentativa de desfazer ruídos provocados por entrevistas dadas pelo ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli, coordenador do programa de Lula para o quarto mandato.

SESC PICASSO

O titular da Fazenda insiste em que o governo renovará o compromisso com o ajuste fiscal em eventual novo mandato. A incerteza tomou conta do mercado após Gabrielli abordar a necessidade de mudanças para ampliar investimentos e gastos sociais. Depois disso, porém, ainda que não tenha dado detalhes sobre metas, a plataforma de Lula destacou que, em eventual novo mandato, o presidente manterá o arcabouço fiscal.

Na quinta-feira, 27, no entanto, uma resposta de Lula à sabatina da TV Globo deixou executivos apreensivos, de acordo com relatos feitos ao Estadão. Questionado se o crescimento da dívida pública não o preocupava, Lula respondeu de forma negativa.

"Herdei este governo, em janeiro de 2023, com déficit fiscal de 2,8%. Sabe quanto vai ser o superávit primário deste ano?", perguntou o presidente. Ele mesmo respondeu: "0,1%". Em seguida, concluiu: "Se tem alguém neste País com responsabilidade fiscal, sou eu".

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