O Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) está participando da Operação Nacional Mata Atlântica em Pé 2025, considerada a maior iniciativa de combate ao desmatamento ilegal desse bioma no Brasil. A ação é coordenada pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) e teve início na última terça-feira (09), com previsão de término na sexta-feira (19).
Nesta edição, o município de Linhares é o foco principal das fiscalizações ambientais, que foram intensificadas em áreas com registros de alerta de desmatamento e queimadas irregulares.
Uso de drones amplia alcance das ações
O Iema participa com quatro equipes de fiscalização equipadas com drones, tecnologia que permite identificar áreas degradadas, registrar provas e apoiar as ações em campo com mais precisão e agilidade.
A instituição é pioneira no uso de drones entre os órgãos públicos do Espírito Santo e investe continuamente na formação de pilotos, além da atualização tecnológica. Isso amplia a capacidade de monitoramento e fortalece a cooperação com outras instituições que também atuam na operação.
“É uma satisfação para o Iema participar mais uma vez da Operação Nacional Mata Atlântica em Pé, ao lado de instituições tão importantes na defesa do nosso patrimônio natural. A proteção da Mata Atlântica exige a união de esforços e esta operação é um exemplo claro de como a integração entre órgãos de fiscalização fortalece o combate aos crimes ambientais”, destacou o diretor-geral do Iema, Mário Louzada.
Bioma estratégico para o Brasil e para os capixabas
A Mata Atlântica é um dos biomas mais importantes do País, essencial para a manutenção da biodiversidade, para o equilíbrio climático e para a qualidade de vida da população capixaba.
Nesta edição da operação, as fiscalizações estão sendo realizadas em 103 pontos de alerta identificados pela plataforma Brasil Mais, que monitora áreas de desmatamento e queimadas irregulares. Até agora, a maior parte das ocorrências foi registrada em áreas destinadas à expansão de culturas agrícolas.
Responsabilização de infratores
A Operação Mata Atlântica em Pé 2025 tem como objetivo:
Identificar áreas desmatadas ilegalmente nos últimos anos;
Interromper práticas ilícitas em andamento;
Responsabilizar os infratores nas esferas administrativa, civil e criminal;
Prevenir novos casos de desmatamento no Espírito Santo.
Segundo o MPES, os resultados da operação no Estado serão apresentados em coletiva de imprensa no próximo dia 26 de setembro, na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, em Vitória.
Instituições participantes
Além do MPES e do Iema, a operação conta com a presença de diversos órgãos federais e estaduais, reforçando a integração no combate aos crimes ambientais:
| Órgão participante | Atuação principal |
|---|---|
| Polícia Militar do Espírito Santo (PMES) – BPMA | Fiscalização e repressão em campo |
| Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do ES (Idaf) | Controle agropecuário e florestal |
| Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) | Fiscalização federal |
| Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh) | Monitoramento hídrico |
| Notaer – Casa Militar ES | Apoio aéreo e transporte |
| Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) | Proteção de áreas de conservação |
Importância da operação
A Operação Nacional Mata Atlântica em Pé se consolidou como um dos principais instrumentos de proteção ambiental do Brasil, unindo esforços de diferentes esferas de governo para preservar um bioma que já perdeu mais de 80% de sua cobertura original.
No Espírito Santo, a ação reforça a necessidade de vigilância constante e cooperação institucional para coibir crimes ambientais e assegurar um futuro sustentável para as próximas gerações.