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Política

Iriny quer que agressor integre grupo reflexivo

Vitória News 09/05/2024 11:11
Homens autores de violência doméstica e familiar contra a mulher poderão ser encaminhados a grupos reflexivos e de responsabilização. A criação desses instrumentos está prevista no Projeto de Lei (PL) 129/2024, de Iriny Lopes (PT). A proposta visa criar uma política pública de Estado e estabelece princípios e diretrizes para a instalação dos grupos. O objetivo é prevenir e erradicar condutas violentas na esfera doméstica, familiar, bem como nas relações íntimas de afeto. Segundo a deputada, os grupos visam interromper o ciclo de violência. Para isso, é fundamental a adoção de abordagens que não somente protejam as vítimas, mas que busquem também prevenir a reincidência. “Os programas reflexivos e de responsabilização visam trazer consciência aos autores da violência sobre as suas ações e o impacto que elas têm nas vítimas e na sociedade como um todo”, afirma Iriny. De acordo com a matéria, os grupos poderão ser implementados por quaisquer órgãos públicos ou privados ou por meio de parcerias entre ambos, firmadas em convênios e ou termos de cooperação técnica. Sua criação deve seguir recomendações e requisitos mínimos para Grupos Reflexivos de Gênero, conforme literatura específica. Os autores de violência doméstica e familiar poderão ser encaminhados aos programas de forma obrigatória ou voluntária. No primeiro caso, a autoridade judicial poderá obrigar a participação do agressor para cumprimento de pena ou quando determinado o cumprimento de medida protetiva de urgência. Já os órgãos, serviços e instituições públicas e privadas que compõem a rede de proteção, garantia e defesa dos direitos das mulheres poderão sugerir a participação dos agressores nos grupos de forma voluntária. Conscientização Ainda de acordo com a proposta, Grupos Reflexivos e Responsabilizantes são aqueles que usam metodologias participativas de reflexão e que têm como finalidade problematizar temas que perpassam a questão da violência doméstica e familiar contra a mulher. Os grupos devem ter, no mínimo, oito encontros executados, preferencialmente, no prazo máximo de dois meses. O encaminhamento dos agressores para os programas não impede seu direcionamento para os serviços de atendimento/acompanhamento individual. Entre os assuntos a serem abordados nos programas, estão o abuso de álcool e outras drogas, a saúde sexual e reprodutiva, aspectos sociais e emocionais das relações domésticas, familiares e íntimas de afeto, bem como os papéis familiares e estereótipos de gênero, entre outros.
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