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Política

Interina da Venezuela pede diálogo aos EUA

Delcy Rodríguez defende relação equilibrada e agenda de cooperação internacional

Vitória News 05/01/2026 13:53

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, defendeu publicamente o avanço de uma agenda de colaboração com os Estados Unidos, baseada no diálogo, no respeito mútuo e na legalidade internacional. Em carta endereçada ao presidente norte-americano, Donald Trump, ela afirmou que a relação entre os dois países deve ser construída de forma equilibrada, sem ingerência externa.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

No documento, Delcy argumenta que venezuelanos desejam paz e estabilidade, e que a cooperação internacional é um caminho para o desenvolvimento compartilhado. A dirigente sustenta que iniciativas conjuntas podem fortalecer uma convivência duradoura entre os povos, desde que respeitem a soberania e a igualdade entre as nações.

Ao abordar o cenário regional, a presidente interina reforça que a Venezuela reivindica o direito de decidir seu próprio futuro, com garantias de paz, desenvolvimento e autonomia política. Segundo ela, o diálogo deve prevalecer sobre ações militares ou medidas unilaterais que aprofundem tensões.

SESC PICASSO

A manifestação ocorre em meio ao agravamento do cenário geopolítico na região após a ofensiva militar norte-americana contra a Venezuela. No sábado (3), explosões foram registradas em bairros de Caracas durante a operação que resultou na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores.

O episódio é comparado por analistas a intervenções anteriores dos Estados Unidos na América Latina, como a invasão do Panamá em 1989, quando o então presidente Manuel Noriega foi capturado por forças norte-americanas. No caso venezuelano, acusações envolvendo supostos vínculos de Maduro com o narcotráfico seguem sendo contestadas por especialistas, que apontam ausência de provas públicas.

Críticos da ação avaliam que a ofensiva está inserida em uma disputa geopolítica mais ampla, envolvendo interesses estratégicos na América Latina, a relação da Venezuela com potências como China e Rússia e o controle sobre reservas de petróleo, consideradas as maiores do mundo em volume comprovado.

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