Mobilização em Brasília cobra veto à exploração em terras indígenas e amplia pressão sobre agenda ambiental do governo
Mais de 7 mil indígenas participam, nesta semana, do Acampamento Terra Livre, em Brasília, com uma mobilização que inclui marcha marcada para a tarde desta quinta-feira (9). O ato está previsto para começar às 14h, com saída do Eixo Monumental em direção à Esplanada dos Ministérios.
A mobilização tem como objetivo central a entrega de um conjunto de reivindicações ao Poder Executivo. Entre os principais pontos está a proposta de exclusão da exploração de petróleo e gás em territórios indígenas, tema que ganhou força nas discussões ambientais recentes.
Segundo lideranças da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, a demanda também dialoga com compromissos debatidos na COP30, realizada em Belém (PA). Na ocasião, propostas relacionadas à redução da dependência de combustíveis fósseis e ao desmatamento zero foram discutidas, mas não chegaram a consenso formal entre os países.
Ainda assim, representantes de mais de 80 nações manifestaram apoio político à iniciativa, conforme informações do governo brasileiro.
De acordo com o coordenador executivo da Apib, Dinaman Tuxá, as lideranças indígenas buscam inserir no debate oficial medidas que impeçam a exploração de petróleo e gás em áreas tradicionais. A proposta integra um conjunto mais amplo de reivindicações voltadas à proteção ambiental e territorial.
O documento com as demandas deve ser entregue ao ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, além de outros órgãos do governo federal. A agenda inclui reuniões nos ministérios dos Povos Indígenas, do Meio Ambiente, da Agricultura e Pecuária e no Itamaraty.
Além da pauta energética, o movimento também cobra avanço nas demarcações de terras indígenas e a ampliação de políticas públicas voltadas às comunidades tradicionais.