Fogo atingiu vegetação entre Boa Vista do Sul e Marobá e exigiu horas de trabalho da Defesa Civil e equipes municipais
Um incêndio de grandes proporções atingiu uma área de preservação permanente entre as lagoas de Boa Vista do Sul e Marobá, em Marataízes, próximo à divisa com Presidente Kennedy. As chamas destruíram aproximadamente 40 hectares de pastagem e vegetação nativa.
A Defesa Civil foi acionada por volta das 10h de sexta-feira (14). Ao chegar ao local, a equipe constatou a existência de dois focos de incêndio e iniciou o combate com apoio da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos.
O Corpo de Bombeiros também foi chamado, mas, quando a guarnição chegou, os focos já estavam sob controle.
O trabalho das equipes foi dificultado pelo vento forte e pela vegetação seca. Mesmo após as chuvas registradas nos dias anteriores, o fogo ganhou intensidade e se espalhou rapidamente pela região.
As chamas chegaram à vegetação de taboa da lagoa de Boa Vista do Sul, alcançando uma área interna do manancial que abriga diferentes espécies da fauna e da flora.
Outro obstáculo enfrentado foi a falta de acesso para o caminhão-pipa. Sem possibilidade de aproximar o veículo, as equipes recorreram ao uso de abafadores e tentaram abrir um aceiro para impedir o avanço das chamas.
Uma escavadeira foi utilizada na operação para criar a barreira, mas o incêndio conseguiu ultrapassá-la e avançou sobre novas áreas.
Foram necessárias várias horas de trabalho até que o fogo fosse completamente debelado. A área atingida, estimada em 40 hectares, corresponde a aproximadamente 56 campos oficiais de futebol.
Segundo a Defesa Civil, o esforço conjunto conseguiu impedir que os danos fossem ainda maiores, principalmente porque parte do incêndio alcançou a vegetação próxima à lagoa.
O episódio se soma a uma sequência de queimadas registradas nos últimos dias em Marataízes. Ocorrências também foram identificadas em bairros como Belvederes, Acapulco, Santa Rita, Esplanada, Baixa Bonita e Belo Horizonte.
A repetição dos focos aumenta a preocupação durante o período de vegetação mais seca, quando vento e baixa umidade podem favorecer a rápida propagação das chamas e ampliar os riscos para áreas ambientais e propriedades próximas.