Abstenção entre eleitores acima de 60 anos cai enquanto média geral do país sobe
Além de crescer em número, o eleitorado com mais de 60 anos também tem ampliado sua presença efetiva nas eleições. Dados recentes mostram queda na abstenção desse grupo, em contraste com o restante da população.
Entre os eleitores 60+, a taxa de ausência nas urnas caiu de 37,1% em 2014 para 34,5% em 2022. No mesmo período, a abstenção geral subiu de 19,4% para 20,9%.
O comportamento indica maior engajamento desse segmento, que tende a participar do processo eleitoral com mais regularidade.
Entre os brasileiros de 60 a 69 anos — faixa em que o voto ainda é obrigatório — o comparecimento chega a 85,7%. Já entre os maiores de 70 anos, para quem o voto é facultativo, a presença também cresceu. A abstenção caiu de 63,6% em 2014 para 58,9% no último pleito.
Esse padrão sugere que a participação desse público ocorre, em muitos casos, por decisão consciente, o que aumenta sua relevância em cenários de disputa acirrada.
Ao lado dos jovens de 16 a 18 anos, que também têm voto facultativo, os eleitores mais velhos formam um dos grupos mais estratégicos do ponto de vista eleitoral, por combinarem volume e potencial de mobilização.