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Ideia é ampliar emendas para parlamentares que aprovarem cortes de gastos, diz Renan Santos

Estadão Conteúdo 05/08/2026 16:27

O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, afirmou nesta quarta-feira, 5, durante sabatina da GloboNews, que pretende usar as emendas parlamentares como incentivo para que o Congresso aprove cortes de gastos. Pela proposta, quanto maior o espaço discricionário aberto no Orçamento, maior poderá ser o volume destinado às emendas.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

"O quanto vocês aumentarem de espaço discricionário para investimento, o porcentual da emenda é estabelecido ali", explicou. Questionado se os parlamentares teriam mais emendas à medida que aprovassem mais cortes, Renan respondeu: "Exato".

O candidato chamou o mecanismo de "cenourinha da governabilidade". Entre as medidas capazes de abrir espaço fiscal, citou o corte de renúncias tributárias, o combate aos supersalários do Judiciário e a revisão das vinculações e indexações de despesas obrigatórias. No caso da educação, defendeu que o piso seja corrigido pelo IPCA, sem impedir investimentos acima do mínimo.

SESC PICASSO

Renan criticou o modelo atual de emendas, que classificou como instrumento de "captura do Estado" pelo Centrão e de compra de apoio no Congresso. Ele alegou que parlamentares receberiam de volta entre 30% e 50% dos recursos destinados.

Apesar das críticas, o candidato afirmou ter certeza de que não seria possível governar sem negociar com o Centrão e reconheceu que não teria força para extinguir as emendas em um eventual primeiro mandato. "Não tenho essa pretensão, não tenho esse tamanho", declarou.

SESC 20 DE OUTUBRO

Renan também disse que o eleitor brasileiro deverá escolher "ao menos 300 parasitas e vagabundos" para o Congresso. Ao retomar o tema, referiu-se a esses parlamentares como "complicados, para colocar num português mais tranquilo".

Pela proposta do candidato, as emendas seriam direcionadas a políticas com metas definidas, nas áreas de segurança, educação, saneamento e combate à violência contra a mulher. Prefeitos com melhores indicadores teriam acesso a mais recursos, enquanto aqueles com resultados piores receberiam menos.

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