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Economia

Ibovespa recua mais de 1% com acirramento da disputa eleitoral

Estadão Conteúdo 13/10/2026 18:28

Depois de renovar no fim da última semana a máxima histórica acima dos 209 mil pontos, o Ibovespa encerrou esta terça-feira, 13, em queda de 1,04%, aos 206.887,52 pontos, em resposta à leitura de que a disputa eleitoral ainda segue acirrada no Brasil. O movimento foi puxado pela maioria dos papéis de maior peso no índice, caso dos bancos e da Vale, enquanto a Petrobras impediu uma baixa ainda mais forte.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Operadores e analistas citam que a volatilidade é crescente no mercado a 12 dias do segundo turno das eleições. Os investidores seguem acompanhando o nível de favoritismo de Flávio Bolsonaro (PL), após um primeiro turno com números melhores para o candidato do que o apontado nas pesquisas eleitorais até então.

Nesta terça, a pesquisa PoderData/AYA mostrou o senador com 51% das intenções de votos no segundo turno e o presidente Lula (PT) com 49%, um empate técnico. Já pesquisa BTG/Nexus mostra Flávio à frente com 48% das intenções de voto e Lula, com 45%, também tecnicamente empatados.

A expectativa de uma vitória de Flávio anima o mercado pela expectativa de que uma eventual gestão do senador represente uma agenda mais rigorosa com os gastos públicos. No mês até agora, o Ibovespa já acumula alta de 11%, impulsionado por esse cenário; no ano, avança 28,4%.

Os investidores avaliam o nível de exposição que terão até a definição sobre o próximo governo. De um lado, a tendência ainda é positiva para os ativos locais, ao mesmo tempo em que a forte valorização do índice desde o primeiro turno leva o investidor a esperar novos sinais para aumentar a exposição ao risco nesse momento. Com as pesquisas desta terça, a indefinição do cenário reforça a cautela nos negócios.

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"O resultado do primeiro turno foi muito favorável para o Flávio, foi precificado e agora os investidores acompanham os novos fatos, com o governo anunciando medidas para tentar reverter o quadro desfavorável", explica o sócio da One, João Ferreira, citando a proposta do governo de perdoar as dívidas dos microempreendedores individuais (MEIs) com a União.

"Isso dá o tom do que devemos ver até o fim do mês e, se isso se mexer no ponteiro das pesquisas eleitorais, passará a refletir bastante na precificação de mercado", afirma. Além da iniciativa para os MEIs, o mercado observa a possível aprovação do fim da escala 6x1, forte bandeira do atual governo.

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Depois de apresentarem um desempenho forte na última semana, grandes segmentos da Bolsa tiveram queda firme em bloco nesta terça, caso das small caps, das empresas de varejo e consumo e do setor imobiliário, com a alta dos juros.

"Acredito que existe uma chance maior do Flávio ser eleito, porém tem muitos dias pela frente até o segundo turno. Apesar do sentimento de mercado ser uma Bolsa para alta com possível vitória dele, não está certo ainda", disse o especialista em investimentos e sócio da Boa Brasil Capital, Marcos Bassani. "Por isso, o investidor precisa ter cautela antes da decisão final, os próximos pregões dessa semana serão definidos pelas pesquisas e realizações de lucros."

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