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Ibatiba pode virar Capital Estadual da Imigração Libanesa

Projeto em análise na Ales reconhece contribuição histórica de imigrantes libaneses na formação do município

Vitória News 06/02/2026 14:25
Ibatiba pode virar Capital Estadual da Imigração Libanesa
Imagem: VN

O município de Ibatiba pode receber o título de Capital Estadual da Imigração Libanesa. A proposta consta no Projeto de Lei 873/2025, de autoria do deputado estadual Coronel Weliton (PRD), e altera o anexo I da Lei 10.974/2019, que reúne as normas sobre concessão de títulos honoríficos a cidades capixabas.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Na justificativa do projeto, o parlamentar afirma que o reconhecimento busca valorizar a presença libanesa na origem e no desenvolvimento do município. “É uma forma de reconhecer e valorizar o importante papel desempenhado pelos imigrantes libaneses, que figuram entre os primeiros colonizadores do município de Ibatiba, contribuindo de maneira decisiva para o desenvolvimento local. A presença libanesa influenciou profundamente diversos aspectos da identidade ibatibense, incluindo o comércio, a agricultura, as tradições familiares, o empreendedorismo e a formação comunitária”, argumenta.

Segundo o deputado, a oficialização do título também tem reflexos culturais e simbólicos. “O reconhecimento oficial fortalece a preservação da memória histórica, estimula o turismo cultural e promove o orgulho das famílias descendentes, reforçando os laços entre o Espírito Santo e a comunidade libanesa”, registra Weliton.

Raízes históricas

SESC PICASSO

Ibatiba foi a primeira cidade do Espírito Santo fundada por imigrantes libaneses, que passaram a se estabelecer na região a partir de 1908. Localizado no Caparaó capixaba, o município surgiu inicialmente como ponto de passagem de tropeiros e área de expansão agrícola das regiões serranas do estado.

Até o início do século XX, a economia local estava baseada principalmente na agropecuária, com criação de gado e cultivo de café, atividade que se consolidou como pilar econômico por muitos anos. Embora a colonização inicial tenha contado com agricultores vindos de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, a comunidade libanesa teve papel relevante na organização social e no dinamismo econômico da cidade.

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A influência desse grupo permanece registrada em espaços de memória, como o Museu do Tropeiro, também conhecido como Museu Salomão José Fadlalah, em homenagem a um imigrante libanês. O local preserva tanto a história dos tropeiros quanto a trajetória das famílias libanesas que se fixaram no município.

Salomão José Fadlalah é lembrado como um personagem central desse processo histórico. Ele foi pioneiro na implantação da energia elétrica, na criação da primeira rádio local, no beneficiamento do café e na estruturação de um comércio que impulsionou o desenvolvimento econômico regional.

Tramitação

O Projeto de Lei 873/2025 será analisado pelas comissões de Justiça, Turismo, Cultura e Finanças da Assembleia Legislativa do Espírito Santo. Após essa etapa, a proposta seguirá para votação em plenário.

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