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Governo bloqueia R$ 1,6 bi do Orçamento

Corte atinge ministérios e emendas, mas preserva investimentos do PAC e mantém saúde e educação praticamente intactas

Vitória News 31/03/2026 10:21
Governo bloqueia R$ 1,6 bi do Orçamento
Foto: Pierre Triboli/Câmara dos deputados

O governo federal detalhou o bloqueio de R$ 1,6 bilhão no Orçamento de 2026, com impacto direto sobre despesas discricionárias do Executivo e emendas parlamentares. Do total congelado, R$ 1,26 bilhão atingem gastos não obrigatórios do Poder Executivo, enquanto R$ 334 milhões recaem sobre emendas.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

A medida foi oficializada em decreto de programação orçamentária e financeira publicado nesta segunda-feira (30), como parte da estratégia de ajuste fiscal para manter o equilíbrio das contas públicas ao longo do ano.

Os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foram preservados e ficaram fora do bloqueio. Áreas como saúde e educação também tiveram impacto praticamente nulo neste primeiro momento.

O corte atinge principalmente pastas ligadas à infraestrutura e desenvolvimento. O Ministério dos Transportes concentra a maior fatia, com R$ 476,7 milhões, seguido pelo Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, com R$ 131 milhões, e pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, com R$ 124,1 milhões.

SESC PICASSO

Também foram afetados o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, com R$ 101 milhões, o Ministério da Fazenda, com R$ 100 milhões, e o Ministério das Cidades, com R$ 84 milhões. Outros órgãos e ministérios registraram cortes menores, incluindo agências reguladoras e áreas como cultura, turismo e pesca.

Além do bloqueio, o decreto mantém o chamado faseamento de empenho, mecanismo que limita a liberação de despesas ao longo do ano. Na prática, isso impõe uma restrição de até R$ 42,9 bilhões nos gastos discricionários até novembro.

CONTADOR - BONUS

A liberação dos recursos ocorrerá de forma gradual, com revisões previstas ao longo do ano. A estratégia permite ajustar o ritmo das despesas à arrecadação e evitar desequilíbrios fiscais.

O governo informou que continuará monitorando a execução orçamentária e não descarta novos ajustes. Os órgãos federais têm prazo até 7 de abril para indicar quais programações serão efetivamente afetadas pelos cortes.

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