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Política

Gilmar defende decisão da PGR de arquivar pedido de afastamento da relatoria do caso Master

Estadão Conteúdo 22/01/2026 20:56

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu a decisão da Procuradoria-Geral da República (PGR) de arquivar o pedido para a retirada do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso Master.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Em uma publicação em sua conta no X nesta quinta-feira, 22, o magistrado afirmou que a resolução evidencia o funcionamento regular das instituições da República.

Apresentada por parlamentares, a representação para a suspeição estava baseada na viagem do ministro em um jatinho com um dos advogados de executivos do banco. O procurador-geral da República, Paulo Gonet afirmou que não havia qualquer providência a ser adotada. "O caso a que se refere a representação já é objeto de apuração perante o STF, com atuação regular da PGR", defendeu.

"Decisões fundadas em critérios jurídicos objetivos, afastadas de pressões circunstanciais, fortalecem a segurança jurídica e reafirmam a maturidade institucional do sistema constitucional brasileiro", escreveu Gilmar Mendes no X.

Ainda segundo o ministro, em um Estado Democrático de Direito, a preservação do devido processo legal e o respeito às garantias institucionais são condições essenciais para a estabilidade democrática e para a confiança da sociedade nas instituições.

SESC PICASSO

No despacho de Gonet, o procurador-geral da República não chegou a opinar sobre o mérito do fato abordado na representação e apenas citou que não teria providências a adotar. O caso não envolveu os fatos mais recentes revelados sobre o investimento de um cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro em um resort, que tinha como sócios os irmãos de Toffoli.

Como mostrou o Estadão, assunto da eventual suspeição de Toffoli é tratado com cautela na cúpula da Procuradoria-Geral da República (PGR). A avaliação de integrantes do órgão é que dificilmente um pedido desse tipo teria sucesso no STF e que as tentativas feitas na época da Lava Jato para afastar ministros da Corte de investigações acabaram tendo resultado "desastroso". Com base nessas avaliações, o tema só deve virar objeto de provocação da PGR caso surjam elementos probatórios nos autos, para além das reportagens já veiculadas.

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Essa representação arquivada foi apresentada no dia 12 de dezembro pelos deputados federais Caroline de Toni (PL-SC), Carlos Jordy (PL-RJ) e Adriana Ventura (Novo-SP). Como mostrou o Estadão, deputados da oposição vão apresentar a Gonet um novo pedido de suspeição. Os parlamentares estão refazendo a solicitação citando elementos "inéditos e mais graves" que dizem "reforçar a necessidade de afastamento" do ministro da condução da Operação Compliance Zero: "conexões pessoais, patrimoniais e interesses" envolvendo o banco que foi liquidado em novembro do ano passado.

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