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Economia

FUP: Petrobras já adota 40h semanais e custo com empregados é de 6% do total de despesas

Estadão Conteúdo 09/07/2026 12:22

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos intensificaram a pressão sobre o Senado para que vote, antes do recesso parlamentar que começa no próximo dia 18, a PEC 221/19, que reduz a jornada semanal e põe fim à escala 6x1. A proposta, aprovada na Câmara em maio, estabelece 40 horas semanais em cinco dias de trabalho com dois de descanso, em substituição às 44 horas semanais com apenas um dia de folga.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

A carga horária de 40 horas já é aplicada aos funcionários próprios da Petrobras e o custo com pessoal da ativa representa, de acordo com a entidade, 6% das despesas totais do sistema.

"O avanço tecnológico e o aumento da produtividade têm que se transformar em menos horas de trabalho, sem redução de salários, e melhor distribuição da riqueza", destaca em nota a coordenadora-geral da FUP, Cibele Vieira. Para ela, é urgente a votação da matéria. "É essencial que todos tenham mais tempo para dedicar às suas vidas."

A federação também cobra a redução da jornada dos prestadores de serviço da estatal, que hoje trabalham 44 horas semanais, e defende um projeto do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), o qual altera a escala de terceirizados em plataformas, de 15x15 para 14x21.

Mais lucro

SESC PICASSO

Em análise do balanço do primeiro trimestre de 2026, o economista Cloviomar Cararine, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese - subseção Fup), disse que 11% do valor adicionado da estatal foi destinado aos trabalhadores, ante 30% aos acionistas, e avalia que o lucro de 2026 pode superar os R$ 110,1 bilhões de 2025. Ele argumentou que aumentaram o preço do barril, a produção de petróleo, as exportações do produto e as vendas de refinado no mercado interno, possibilitando, assim, maior geração de riqueza adicionada.

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"A distribuição do valor adicionado da Petrobras aos trabalhadores já esteve na faixa de 21%. Nos últimos anos, porém, ela se mantém estável, no nível de 12% ao ano, apesar de aumentos nos lucros e no valor adicionado da estatal", informou Cararine.

Já uma nota técnica do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sustenta que a redução de 44 para 40 horas teria impacto baixo na indústria e no comércio. O aumento no custo operacional seria inferior a 1%, com efeito semelhante ao de reajustes históricos do salário mínimo, segundo o Ipea.

*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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