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Flávio Bolsonaro quer entregar de bandeja nossos minerais críticos para americanos, diz Boulos

Estadão Conteúdo 30/06/2026 09:33

O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos, disse nesta terça-feira, 30, que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) "quer entregar de bandeja para os americanos" o acesso e a exploração de terras raras e minerais críticos no Brasil.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

A declaração foi dada no "Bom Dia, Ministro", programa do Canal Gov, da EBC. Boulos criticou em diversas oportunidades, ao longo do programa, a proximidade de Flávio com o governo de Donald Trump. Disse que o senador está "se curvando e se humilhando" para o norte-americano.

"O que mais me deixa perplexo é ver brasileiro eleito pelo povo brasileiro se curvando e se humilhando para o Donald Trump. Aquela carta em que o Marco Rubio (secretário de Estado dos EUA) agradece pelo Flávio ter se colocado à disposição em um governo de transição Ele (Flávio) está colocando uma instituição brasileira a serviço dos interesses dos americanos. Se ele fosse dos EUA, estaria preso por traição à pátria", afirmou o ministro.

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"O que você acha que está em jogo? É para os EUA poder tratar dos direitos humanos do Brasil? O que está em jogo se chama minerais críticos e terras raras, que ele (Flávio) quer entregar de bandeja para os americanos", disse.

Questionado sobre as vitórias de líderes de direita na América do Sul recentemente (especificamente no Peru e na Colômbia), Boulos disse que "sempre existiram" diferenças ideológicas entre presidentes do continente. Mas tentou colocar um elemento como uma possível convergência: a defesa da soberania local.

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"A despeito de diferenças políticas dos governantes da América do Sul, que sempre existiram, nós temos uma ameaça neocolonial vinda da maior potência do planeta (os EUA) que é brutal. Para além de questões partidárias, temos uma questão de soberania. Isso precisa unificar o continente", afirmou.

Apesar da fala do ministro, diversos países sul-americanos demonstram um alinhamento com os EUA após a eleição de líderes de direita. Prova disso é a relação de Javier Milei, presidente da Argentina, com Trump. O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, também já demonstrou interesse em uma relação próxima com o norte-americano.

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